Programa de

Manejo de Pesca

Com fundamental importância para os meios de vida das populações rurais da Amazônia, os recursos pesqueiros na Reserva Mamirauá são considerados a principal fonte de proteína animal e de renda para as populações ribeirinhas. Segundo estudos realizados, a pesca foi a atividade produtiva que mais aumentou sua contribuição para composição da renda doméstica em dez anos. A conservação deste recurso através de seu manejo sustentável é fundamental para subsistência da população e manutenção de uma importante cadeia econômica.

Diante deste cenário, o Instituto Mamirauá criou, em 1998, o Programa de Comercialização do Pescado, atual Programa de Manejo de Pesca, com o objetivo de promover a conservação dos recursos pesqueiros por meio do manejo participativo. Os sistemas de manejo foram implementados como medidas compensatórias às restrições previstas no Plano de Manejo da Reserva Mamirauá, com foco no envolvimento comunitário em todas as etapas do processo. Desde 1999, o manejo participativo da pesca de pirarucus (Arapaima gigas) ajudou a aumentar em aproximadamente 427% o estoque natural da espécie, nas áreas manejadas da Reserva Mamirauá, além do incremento na renda dos pescadores da região.

Objetivos

  • Promover a conservação dos Recursos Pesqueiros nas Reservas
  • Estimular a extração sustentável
  • Gerar renda
  • Melhorar a qualidade de vida

Linhas de Atuação

Amanda Lelis
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    Acordo de Pesca

    Consiste no estabelecimento de normas criadas pelos grupos de usuários (comunidades, colônias e sindicatos) com apoio do Instituto Mamirauá e reconhecido pelos órgãos ambientais e de licenciamento, para o controle da pesca em determinada região. Os pescadores, que usufruem dos recursos pesqueiros, definem as normas que farão parte do acordo, regulando a pesca de acordo com os interesses do grupo e com a conservação dos estoques pesqueiros. O primeiro acordo de pesca estabelecido foi o do Pantaleão, na Reserva Amanã, em 2006, com sua regulamentação em 2009.

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    Monitoramento do Desembarque Pesqueiro

    Considerado um dos melhores métodos de coleta de dados dos estoques naturais para conhecer a biologia, dados populacionais, efeitos da exploração pesqueira e subsidiar medidas de ordenamento pesqueiro na região e influenciar políticas públicas. Coletas diárias, exceto aos domingos, são realizadas no mercado de Tefé desde 1992. E mais recentemente passamos a receber os dados de produção recepcionados pelo Frigorífico FrigoPeixe. A coleta já ocorreu no mercado de Alvarães. E desde 2017, o monitoramento também ocorre em Fonte Boa e Santo Antônio do Içá.

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    Manejo Participativo de Pirarucu

    Assessoria às comunidades locais e organizações de pescadores para desenvolverem um sistema de manejo participativo e sustentável, que consiste na realização de uma série de atividades: vigilância dos ambientes aquáticos, participação em treinamentos, organizar-se em associações, estabelecer regras de uso dos recursos, realizar levantamento dos estoques, pescar e comercializar sua produção. A quota de pesca é estabelecida a partir do resultado das contagens obtidas no levantamento e da avaliação dos técnicos e pescadores sobre o nível organizacional do grupo nas diversas etapas do processo, prevendo-se a remoção de no máximo 30% dos adultos, deixando os 70% restantes para assegurar a reprodução da espécie.

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    Manejo Sustentável de Peixes Ornamentais

    Assessora os moradores da Reserva Amanã, que organizados em grupo pescam e comercializam as espécies estabelecidas no Plano de Manejo das Áreas de Coleta de Peixes Ornamentais da Reserva Amanã (clique aqui). O Plano é o resultado de um conjunto de pesquisas biológicas, sociais, de análises econômicas e de mercado desenvolvidas entre 2005 e 2008. O manejo iniciado em 2008 é desenvolvido a partir de pilares como respeito aos limites toleráveis de exploração da espécie, viabilidade econômica do empreendimento e atenção às necessidades sociais do grupo de pescadores. Para outras informações, envie um e-mail para: pesca@mamiraua.org.br

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Resultados

A consolidação do manejo participativo de pesca pode ser demonstrada por meio dos vários indicadores positivos do sucesso da gestão compartilhada, da recuperação dos estoques de pirarucu nas áreas manejadas e da adesão de maior número de pescadores (incluindo as colônias e sindicatos), com destaque para participação das mulheres. Além disso, a oferta de produtos legalizados no mercado local, assim como a renda dos pescadores está aumentando, o que faz com que haja uma rápida difusão do manejo na sociedade. O sucesso deste trabalho fez o programa ser reconhecido como a melhor experiência de geração de renda dos sítios americanos de áreas alagadas de importância internacional, através de um prêmio concedido pela Secretaria da Convenção de Ramsar das Nações Unidas, em 2011. Em 2015, foi finalista na etapa nacional do Prêmio Energy Globe Award, que contempla as melhores iniciativas sustentáveis de conservação no mundo. No mesmo ano, foi finalista do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, na categoria Comunidades Tradicionais, Agricultores Familiares e Assentados da Reforma Agrária. E em 2016, foi finalista do Prêmio St. Andrews para o Meio Ambiente, da Universidade de St. Andrews, na Escócia.

Fonte: Programa de Manejo de Pesca

Publicações

  • Cartilhas

    Boas práticas de manipulação do pirarucu

    Ano: 2018

    Público: manejadores de pirarucu e/ou assessorias técnicas


    O pirarucu é sinônimo de economia e alimentação para muitos povos na Amazônia e vem conquistando paladares Brasil e mundo afora. Para chegar ao consumidor com qualidade e segurança, a carne do peixe precisa de cuidados especiais de higiene e de conservação. Por isso, a cartilha “Boas Práticas de Manipulação do Pirarucu” é um guia para quem trabalha com o maior peixe de águas doces do planeta. A publicação gratuita dá dicas para o trato adequado do pirarucu, da pesca ao pré-beneficiamento do pescado.

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.11, n.17, jan./jun. 2018.

    Ano: 2018

     

  • Livros

    O gigante amazônico: manejo sustentável de pirarucu

    Ano: 2018

    Público: sociedade em geral

    Tefé (AM): IDSM


    Entre relatos e belas imagens, o livro “O gigante amazônico: manejo sustentável de pirarucu” conta a história da pesca de um dos peixes mais emblemáticos e importantes da região amazônica. Por meio da produção sustentável do pirarucu, a pesca movimentou em faturamento cerca de 3 milhões de reais apenas em 2017 e mais de 40 comunidades de pescadores do Médio Solimões. O livro conta com relatos de técnicos e de pescadores, diferentes aspectos e resultados dos projetos de pesca manejada de pirarucus, além de reunir fotos da atividade e mostrar a beleza de uma espécie que pode produzir peixes de quase três metros e até 200 quilos. 


     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.10, n.16, jul./dez. 2017.

    Ano: 2017

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.9, n.15, jan./jun. 2017.

    Ano: 2017

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.8, n.14, jul./dez. 2016

    Ano: 2016

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Estatística do Monitoramento do Desembarque Pesqueiro na região de Tefé – Médio Solimões (2008-2010)

    Ano: 2016

    Público: técnicos, lideranças de pescadores e outros pesquisadores


    O segundo livro da série traz o registro e a avaliação da produção pesqueira entre os anos de 2008 a 2010 visando contribuir para o ordenamento pesqueiro da região, subsidiando pesquisas para a conservação e o uso sustentável dos recursos pesqueiros.

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.7, n.13, jan./jun. 2016.

    Ano: 2016

     

  • O Macaqueiro

    A força do interior

    Ano: 2016

    Janeiro a abril de 2016

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.6, n.12, jul./dez. 2015

    Ano: 2015

     

  • Cartilhas

    Contagem e Censo Populacional de Pirarucu

    Ano: 2015

    Público: manejadores de pirarucu


    A publicação tem o objetivo de orientar coletivos de pescadores interessados em realizar a atividade manejo de pirarucu na região amazônica. A contagem e o censo da população são etapas anteriores à pesca manejada, por isso deve ser bem executada. A cartilha é elaborada com base no estudo do pesquisador Leandro Castello e na experiência de 20 anos de assessoria técnica do Instituto Mamirauá ao manejo de pirarucu.

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.6, n.11, jan./jun. 2015

    Ano: 2015

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.5, n.10, jul./dez. 2014

    Ano: 2014

     

  • O Macaqueiro

    Elas na pesca

    Ano: 2014

    Novembro e dezembro de 2014

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.5, n.9, jan./jun. 2014.

    Ano: 2014

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.4, n.8, jul./dez. 2013

    Ano: 2013

     

  • Livros

    Biologia, conservação e manejo participativo de pirarucus

    Ano: 2013

    Público: técnicos, lideranças de pescadores e outros pesquisadores


    Artigos resultados de pesquisas sobre a biologia dos pirarucus e iniciativas de manejo da espécie na Amazônia estão reunidos nessa publicação, lançada pelo Instituto Mamirauá. A proposta da publicação é trocar experiências, prover técnicos e tomadores de decisão com literatura especializada para acentuar e acelerar a multiplicação das práticas de manejo.

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, v.3, n.7, jan./jun. 2013.

    Ano: 2013

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Estatística do Monitoramento do Desembarque Pesqueiro na região de Tefé – Médio Solimões: os primeiros 16 anos (1992-2007)

    Ano: 2012

    Público: técnicos, lideranças de pescadores e outros pesquisadores


    A publicação é um registro da produção pesqueira dos anos de 1992 a 2007 e tem por objetivo contribuir para o ordenamento pesqueiro da região e subsidiar pesquisas para a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais.

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, Edição nº 05 - v.3, n.7, jan./jun. 2012

    Ano: 2012

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, Edição nº 06 - jul./dez. de 2012

    Ano: 2012

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, Edição nº 04 - jul./dez. 2011

    Ano: 2011

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, Edição nº 03 - jan./jun. 2011

    Ano: 2011

     

  • O Macaqueiro

    Programa de pesca é premiado pela ONU

    Ano: 2011

    Janeiro a março de 2011

     

  • Protocolos de Manejo de Recursos Naturais

    Manejo de Pirarucus (Arapaima gigas) em Lagos de Várzea de Uso Compartilhado entre Pescadores Urbanos e Ribeirinhos

    Ano: 2011

    Tefé (AM): IDSM

    Páginas: 50p

    Público: técnicos e pesquisadores da área de manejo


    O segundo protocolo da série apresenta a experiência de uso compartilhado entre pescadores urbanos e ribeirinhos, baseado na experiência de cogestão dos recursos pesqueiros do Complexo de Lagos Pantaleão, a fim de que possam servir de base para iniciativas que vivenciem contextos socioambientais semelhantes.  

     

  • Protocolos de Manejo de Recursos Naturais

    Manejo de Pirarucus (Arapaima gigas) em Lagos de Várzea de Uso Exclusivo de Pescadores Urbanos.

    Ano: 2011

    Tefé (AM): IDSM

    Páginas: 76 p

    Público: técnicos e pesquisadores da área de manejo


    Os livros da série Protocolos do Manejo de Pesca retratam o processo de implementação do manejo participativo de pirarucu nas Reservas Mamirauá e Amanã, considerando o contexto histórico em que as discussões ocorrem, a influência de agentes externos, o perfil dos grupos e a área em questão. Neste primeiro volume da série apresentamos o caso de uso exclusivo de pescadores urbanos, baseado na experiência do Instituto Mamirauá junto à Colônia de Pescadores Z-32 de Maraã.

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, Edição nº 02 - jul./dez. 2010

    Ano: 2010

     

  • Boletins de Desembarque Pesqueiro

    Boletim do Desembarque Pesqueiro, Edição nº 01 - jul./set. 2010

    Ano: 2010

     

  • O Macaqueiro

    Pirarucu manejado nas RDS's Amanã e Mamirauá em 2009

    Ano: 2010

    Janeiro a março de 2010

     

  • O Macaqueiro

    Parcerias reforçam a fiscalização durante a seca

    Ano: 2000

    Julho a setembro de 2000

     

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