Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

Reservas

Rafael Forte

Amanã


© Carolina de Oliveira
 

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã foi instituída por decreto estadual em 4 de agosto de 1998. Localizada na região do médio curso do rio Solimões, próximo à confluência com o rio Japurá, a aproximadamente 650 km, a oeste da cidade de Manaus.

Amanã é uma das maiores áreas protegidas em floresta tropical na América do Sul, com 2.350.000 hectares. Abrange terras dos municípios de Maraã, Barcelos e Coari.

Associada aos vizinhos: Parque Nacional do Jaú (2.272.000 ha) e  Reserva Mamirauá (1.124.000 ha), forma uma área contígua de proteção com cerca de 5.746.000 ha, área superior aos territórios de países como Costa Rica e Suíça.

Amanã representa uma unidade de conservação de alto valor em termos da sua biodiversidade, pois abrange florestas de várzea e terra firme. Um dos fatores mais importantes na distribuição, comportamento e diversidade de formas de vida presentes na reserva é a variação sazonal no nível da água causada pelo padrão anual do regime de inundação dos rios e lagos da região. No período da cheia, forma-se uma área de floresta inundada (igapó). Porém, a quantidade de floresta inundada é menor em comparação com as áreas de várzea, e compreende uma pequena faixa ao longo do perímetro do lago Amanã.

Na região do lago Amanã, a variação anual do nível de água é em torno de 9 a 10 metros. À medida que as águas das enchentes entram na área do lago, aumentam a disponibilidade de habitat para a fauna aquática. Já na seca, a perda de habitat aquático resulta num aumento de predação e, na medida em que os animais se tornam mais concentrados em áreas de água livre, oferecem pouco ou nenhum abrigo. O Instituto Mamirauá e o Governo do Amazonas criaram, em fevereiro de 2011, um grupo de trabalho para criar o Plano de Gestão da Reserva Amanã.

População humana

De acordo com dados do Censo Demográfico Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã 2011, a população total, entre moradores e usuários, da Reserva Amanã é de 3.860 pessoas, distribuídas em 648 domicílios e 86 localidades (80 dentro da reserva e seis no entorno).

As principais atividades desenvolvidas são a agricultura, a caça, a pesca e a extração de madeira. Todas as comunidades envolvidas no gerenciamento da reserva estão localizadas na bacia do rio Solimões, parte delas em ambiente de várzea e parte em ambiente de terra firme associado à várzea ou igapó.
As Reservas Mamirauá e Amanã são consideradas Patrimônio Mundial pela UNESCO. Diante dos resultados positivos do modelo Mamirauá, essa experiência vem sendo replicada no Brasil e no exterior.

Fontes:

HERCOS, Alexandre Pucci; QUEIROZ, Helder Lima; ALMEIDA, Henrique Lazzarotto de. Peixes Ornamentais do Amanã. Tefé: IDSM, 2009.

SILVEIRA, Rose. José Márcio Ayres: Guardião da Amazônia. São Paulo: Rose Silveira, 2010.

INOUE, Cristina Yumie Aoki. Regime global de biodiversidade: o caso Mamirauá. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2007.

COSTA, Bernardo Lacale Silva da. Levantamento Arqueológico da RDSA  Estado do Amazonas. Belo Horizonte: UFMG, 2007. 57 f. Tese (Bacharelado em Ciências Sociais)  Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007.

RAEDER, Fernando Loschiavo. Elaboração de Plano para a Conservação e Manejo de Aves e Quelônios na Praia do Horizonte, Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, AM. Manaus: INPA/FUA, 2003. 48 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas)  Programa de Pós-Graduação em Biologia Tropical e Recursos Naturais, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Fundação Universidade do Amazonas, Manaus, 2003.

Plano de Gestão Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Tefé: IDSM, 2010, v.1.

Financiadores