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Novos Agentes Ambientais Voluntários começam a atuar nas reservas Mamirauá e Amanã

Escrito por

Everson Tavares

Publicado em

06/06/14

Responsáveis por contribuir na conscientização das comunidades e vigilância do uso de recursos naturais, os novos Agentes Ambientais Voluntários (AVV) receberam suas credenciais em cerimônia oficial nos dias 04 e 05 de junho nas cidades de Maraã e Uarini, respectivamente. Capacitados pelo Centro Estadual de Unidades de Conservação do Amazonas (CEUC) com apoio do Instituto Mamirauá, os agentes estão aptos para contribuir com a proteção ambiental das reservas Amanã e Mamirauá.
O biólogo Paulo Roberto de Souza, responsável pelas ações de proteção ambiental do Instituto Mamirauá, enfatiza a importância de criar parcerias entre os órgãos responsáveis. “Tê-los na cidade para que as autoridades do município os conheçam e saibam que existem pessoas das comunidades treinadas e capacitadas para fazerem esse trabalho de sensibilização, educação e informação ambiental é importante”. Paulo explica que eles são “os olhos da Secretária Municipal de Meio Ambiente para as coisas incorretas que aconteçam na comunidade, principalmente quanto às pessoas de fora que tentem usufruir de forma ilegal dos recursos da comunidade”.
Ao todo, 40 agentes receberam as credenciais para atuar nas reservas. A meta nos próximos dois anos é formar 200 pessoas para garantir no mínimo 100 AAV em atividade principalmente nas áreas que o Instituto Mamirauá implementa e assessora acordos de pesca. Segundo Paulo, a proteção nessas áreas garante o peixe para o pescador na época do manejo.
Etapas de formação
O curso oferecido pelo CEUC tem várias etapas. Começa por uma sensibilização da comunidade sobre o tema. A partir disso, a própria comunidade indica os participantes para a oficina – que acontece na reserva. Os participantes criam um plano de trabalho com duração de três meses. O resultado desse plano é avaliado pelas comunidades e técnicos, além de uma autoavaliação dos próprios participantes. Essas três avaliações determinam se o candidato receberá a credencial para atuar como Agente Ambiental Voluntário.
A etapa continua mesmo depois da credencial entregue. Os agentes são monitorados ao longo de dois anos. “O desafio é acompanhar essas pessoas para assumirem a responsabilidade para qual foram treinadas”, pontua Paulo que utiliza as informações desses comunitários na hora de gerenciar a atuação dos órgãos de fiscalização nas reservas.
A atividade viabilizada pela subcoordenação de Proteção Ambiental do Programa de Gestão Comunitária do Instituto Mamirauá faz parte das ações do Projeto Participação e Sustentabilidade: o uso adequado da biodiversidade e a redução das emissões de carbono nas florestas da Amazônia Central (BioREC) financiado pelo Fundo Amazônia.
Por Everson Tavares

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