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Emiliano Esterci Ramalho assume direção-geral do Instituto Mamirauá em cerimônia que marca novo ciclo da instituição

Escrito por

Instituto Mamirauá

Publicado em

13/10/26

Posse realizada em Tefé (AM) reuniu autoridades, pesquisadores, colaboradores, representantes de comunidades e instituições parceiras e marcou também a conclusão de oito anos de gestão de João Valsecchi

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O Instituto Mamirauá realizou, na quarta-feira (7), em Tefé (AM), em sua sede, a cerimônia de posse do novo diretor-geral da instituição, Emiliano Esterci Ramalho. O evento marcou a sucessão de João Valsecchi, que encerrou oito anos à frente da direção-geral, e reuniu autoridades, pesquisadores, colaboradores, representantes de comunidades, parceiros e convidados. 

Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Instituto Mamirauá atua há quase três décadas na produção de conhecimento científico, conservação da biodiversidade, manejo sustentável dos recursos naturais e desenvolvimento de ações voltadas à melhoria da qualidade de vida das populações amazônicas. A cerimônia também marcou a posse dos novos diretores adjuntos: Joycimara Rocha de Sousa Ferreira, na Diretoria Administrativa; Dávila Suelen Corrêa, na Diretoria de Manejo e Desenvolvimento Social; e Rafael Magalhães Rabelo, na Diretoria Técnico-Científica. 

Emiliano destaca ciência, diálogo e soluções para a Amazônia 

Emocionado com o início da nova etapa, Emiliano Ramalho destacou o compromisso de conduzir o Instituto Mamirauá, mantendo a excelência científica e fortalecendo o diálogo com as comunidades e com os próprios colaboradores. 

“Estou muito animado e emocionado de estar assumindo a diretoria-geral da instituição. Muito animado também por estar compartilhando essa nova missão com os diretores adjuntos que estão entrando, Dávila, Joyce e Rafael, e também com todas as lideranças e colaboradoras da instituição”, afirmou. 

diretoria

Com mais de 20 anos de atuação científica na Amazônia, Emiliano já ocupou diferentes funções no Instituto Mamirauá. Foi coordenador de Pesquisa por seis anos e esteve à frente da Diretoria Técnico-Científica nos últimos oito anos. Sua trajetória também inclui pesquisas de longo prazo sobre a onça-pintada e a coordenação de cooperações científicas internacionais, como o Projeto Providence. 

Ao falar sobre os próximos passos, o novo diretor-geral reconheceu a dedicação e empenho da instituição ao longo dos anos, e ressaltou a capacidade histórica do Mamirauá de encontrar caminhos para alavancar pesquisa e ciência na Amazônia.  

“Estou muito confiante que a gente vai continuar entregando essa ciência de excelência, essa escuta ativa com as comunidades, escuta ativa com os próprios colaboradores e sempre inovando, sempre buscando soluções que sejam aplicáveis na Amazônia”, disse. 

Para Emiliano, a ciência deve estar diretamente relacionada à busca por soluções concretas e à geração de benefícios para a sociedade. “O que a gente quer é usar a ciência para desenvolver soluções e para gerar valor para a sociedade. Acho que isso resume muito bem a trajetória e a missão da instituição.” 

João Valsecchi encerra oito anos de gestão e retorna à pesquisa 

A cerimônia também representou o encerramento de um ciclo de oito anos de João Valsecchi na direção-geral do Instituto Mamirauá. Em sua fala, o pesquisador destacou a continuidade proporcionada pela nova diretoria, formada em grande parte por profissionais que já conhecem a instituição e possuem trajetória próxima às comunidades amazônicas. 

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“É um momento de comemoração muito forte, porque assume uma diretoria nova, que já esteve próxima da gestão passada. É um grupo que vem para fortalecer a instituição, que já conhece o Instituto Mamirauá de longa data, que tem uma relação muito próxima das comunidades locais e um compromisso com a Amazônia. Estou muito contente por essa sucessão estar acontecendo dessa forma”, afirmou. 

Com o encerramento do mandato, Valsecchi retorna às atividades como pesquisador titular da casa. 

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destaca importância estratégica do Instituto 

Em uma mensagem exibida por vídeo gravado, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, agradeceu a contribuição de João Valsecchi e desejou sucesso a Emiliano Ramalho. A ministra ressaltou a trajetória científica do novo diretor-geral e a importância do Instituto Mamirauá para a Amazônia. 

“Emiliano reúne uma trajetória científica de mais de 20 anos dedicada à Amazônia, experiência de gestão e um profundo conhecimento do Mamirauá. Tenho certeza de que fará uma excelente gestão ao lado de toda a nova diretoria e das equipes do Instituto”, afirmou. 

Luciana também destacou o papel da instituição na integração entre ciência, conservação da biodiversidade e conhecimentos tradicionais. Segundo ela, o Mamirauá é motivo de orgulho para o MCTI e demonstra a força da ciência quando associada aos saberes das populações amazônicas.  

Representando presencialmente o MCTI na cerimônia, Fábio Larotonda, membro do Conselho de Administração do Instituto Mamirauá, destacou a continuidade da gestão e a relevância da instituição para a produção de conhecimento na Amazônia. Para ele, o Instituto tem papel estratégico diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas. 

“O Mamirauá é um instituto de excelência. Nesse sentido e cada vez mais vem se consolidando, juntando a ciência, os saberes tradicionais e o conhecimento que é gerado aqui”, afirmou Fábio. 

Nova diretoria aposta em continuidade e integração 

Entre os diretores adjuntos empossados, Dávila Suelen Corrêa destacou que o novo ciclo deverá dar continuidade à trajetória construída pelo Instituto, com expansão para novos territórios e maretórios e fortalecimento das relações com povos e comunidades amazônicas. A Diretora de Manejo e Desenvolvimento também ressaltou a importância de olhar para dentro da instituição, valorizando as pessoas que fazem o trabalho acontecer diariamente. 

“É um compromisso e uma responsabilidade de olhar para dentro do Instituto Mamirauá, com segurança e respeito às pessoas que fazem o instituto acontecer todos os dias, desde a equipe administrativa até pesquisa e extensão, mas também em aliança sempre com povos e comunidades”, afirmou. 

Na mesma direção, Joycimara Rocha de Sousa Ferreira, que assume a Diretoria Administrativa, definiu a palavra “continuidade” como uma das marcas do novo momento. Com trajetória iniciada no Instituto em 2003, Joyce destacou que a área administrativa é fundamental para criar as condições necessárias ao desenvolvimento da ciência na Amazônia. 

“Temos desafios, como já tivemos no passado, e agora temos muitos ainda, mas queremos continuar e renovar também aquilo que estávamos construindo. A área administrativa é essa engrenagem que proporciona e abre o caminho para que a ciência aconteça na Amazônia”, afirmou. 

Já o novo diretor Técnico-Científico, Rafael Magalhães Rabelo, destacou a expectativa com o início do novo ciclo e a importância da integração entre as equipes e os departamentos para enfrentar os desafios da instituição. Segundo ele, a nova gestão deve trabalhar de forma conjunta para fortalecer internamente os grupos e, assim, avançar na missão do Instituto Mamirauá de promover a conservação da biodiversidade e garantir a manutenção dos modos de vida das populações tradicionais da região. 

“É um momento em que a gente vai se unir para superar os desafios da ciência pela Amazônia. A expectativa é fazer uma gestão integrada, fortalecendo as equipes, os grupos e os departamentos para que a gente consiga fortalecer nossa missão institucional”, afirmou. 

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A nova gestão assume, assim, o compromisso de dar continuidade à trajetória construída pelo Instituto Mamirauá, fortalecendo a produção científica, a conservação da biodiversidade e a relação com as populações e territórios amazônicos. A instituição entra em um novo ciclo de gestão com a experiência acumulada por quase três décadas e o desafio de ampliar sua contribuição para a Amazônia diante das transformações ambientais, sociais e climáticas da região.