Conservação e Manejo de Jacarés

Programa de pesquisa do Instituto Mamirauá que gera informações biológicas e ecológicas sobre as quatro espécies de jacarés amazônicos, para subsidiar a conservação e o manejo sustentável de jacarés com base comunitária nas Reservas Mamirauá e Amanã.

Sobre o programa

O Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de Jacarés tem como objetivo gerar informações biológicas e ecológicas das quatro espécies de jacarés amazônicos: Melanosuchus niger (jacaré-açu), Caiman crocodilus (jacaretinga), Paleosuchus palpebrosus (jacaré-paguá) e Paleosuchus trigonatus (jacaré-coroa).

As informações geradas subsidiam estratégias para a conservação e o manejo sustentável de jacarés com base comunitária nas Reservas Mamirauá e Amanã.

Imagem do Programa de Conservação e Manejo de Jacarés
Programa de Conservação e Manejo de Jacarés

Linhas de pesquisa e de ação do programa

  • Dinâmica populacional
  • Distribuição e uso de hábitat
  • Biologia e ecologia reprodutiva
  • Genética de populações
  • Saúde e uso de recursos
  • Monitoramento participativo comunitário de jacarés e estruturação da cadeia produtiva

Saiba mais sobre algumas das espécies estudadas pelo programa

O programa estuda as quatro espécies de jacarés amazônicos. Conheça duas delas em detalhe.

  • Jacaré-açuMelanosuchus niger
  • JacaretingaCaiman crocodilus
  • Jacaré-paguáPaleosuchus palpebrosus
  • Jacaré-coroaPaleosuchus trigonatus

Jacaretinga

Nome científico
Caiman crocodilus
Características gerais
O jacaretinga é provavelmente o jacaré mais bem adaptado à vida em locais modificados e criados pelo homem (poços, lagos e hidrelétricas). Os machos atingem os 2,5 metros; já as fêmeas não ultrapassam 1,6 metro. Seu nome comum, jacaré-de-óculos, deriva de uma ossificação (crista infraorbital) entre a fronte e os olhos, semelhante a uma costura, que lembra um óculos.
Ocorrência
Sua distribuição geográfica é bastante ampla: se estende desde o sul do México ao norte da Argentina.

Jacaré-açu

Nome científico
Melanosuchus niger
Características gerais
É o maior predador aquático da América Latina. Os machos podem ultrapassar os 6 metros, enquanto as fêmeas chegam a alcançar 3 metros de comprimento total. Os olhos e as narinas são grandes e permitem que fiquem semissubmersos.
Ocorrência
Rios e lagos da Bacia Amazônica.

Pesquisa para conservar

Para entender melhor e pensar na conservação da espécie em ambientes alagáveis da Amazônia, o Instituto Mamirauá realiza capturas científicas de jacarés-açu. Na Reserva Mamirauá, as capturas científicas ocorrem em diferentes épocas do ano, desde 2004.

As capturas têm como objetivo a obtenção de dados que permitam avaliar, a longo prazo, a estrutura das populações de jacaré-açu da Reserva Mamirauá.

Desde 2004capturas científicas de jacarés-açu na Reserva Mamirauá, em diferentes épocas do ano
Longo prazodados para avaliar a estrutura das populações de jacaré-açu da Reserva Mamirauá

O programa em imagens

Imagem do Programa de Conservação e Manejo de Jacarés
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