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Projeto Aquavert apresenta resultados de dez meses de trabalho

Escrito por

Augusto Rodrigues

Publicado em

24/10/11

24/10/2011 – O Instituto Mamirauá apresentou na noite da última terça-feira (18), em sua sede em Tefé, Amazonas, os resultados dos primeiros dez meses de desenvolvimento do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos (Aquavert). A apresentação fez parte da programação do Instituto durante a Semana Nacional da Ciência & Tecnologia, promovida simultaneamente por mais de 600 instituições de ensino e pesquisa do país, sob a coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Desenvolvido por pesquisadores do Instituto Mamirauá, o Aquavert foi contemplado em dezembro de 2010 pela Seleção Pública de Projetos para compor a carteira de projetos patrocinados pela companhia Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental. A conclusão do projeto está prevista para dezembro de 2012.

O objetivo geral do projeto Aquavert é estudar a ecologia e biologia de peixes-boi, botos, lontras, jacarés e quelônios que habitam as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, localizadas na região do Médio Solimões, no estado do Amazonas e desenvolver, juntamente com as populações locais, estratégias viáveis para a conservação dessas espécies.

Ações realizadas

Em maio, o projeto Aquavert realizou o Encontro de Conhecedores de Peixe-Boi Amazônico na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, que reuniu cientistas que se dedicam ao estudo da espécie e quinze antigos caçadores de peixes-boi, moradores de comunidades ribeirinhas, que hoje auxiliam o trabalho dos cientistas na conservação da espécie. Com o apoio dos ribeirinhos, foram desenvolvidos mapas dos lagos da Reserva Amanã onde peixes-boi têm sido avistados.

As escolas da Reserva Amanã receberam do projeto exemplares da cartilha “Zé, a Ariranha”. A cartilha foi desenvolvida pelo Programa de Conservação Andes-Amazônia Peru, da Sociedade Zoológica de Frankfurt, e traduzida para o português pelo Instituto Mamirauá. Repleto de informações sobre a espécie ameaçada de extinção, o material fala do cotidiano de Zé, um filhote de ariranha que vive com sua família em um igarapé da região amazônica.

Também em maio, os pesquisadores do projeto Aquavert – dois biólogos, uma oceanógrafa e uma pedagoga – percorreram aproximadamente mil quilômetros e visitaram 12 comunidades ribeirinhas em quatro municípios, nas áreas mais remotas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e seu entorno, com o objetivo de descobrir novas áreas para estudo de mamíferos aquáticos, jacarés e quelônios.

Em julho, o projeto realizou uma oficina para capacitar moradores de comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá a fazer o trabalho voluntário de conservação de áreas de nidificação de quelônios, nas praias e lagos da Reserva: 36 atividades de conservação estão sendo realizadas na Reserva Mamirauá, o que totaliza mais de 1500 ninhos de quelônios protegidos.

Na região do Médio Solimões, onde o consumo de espécies silvestres é hábito cultural em comunidades indígenas e ribeirinhas, pesquisadores do Aquavert fazem o monitoramento das populações de iaçá, o quelônio mais utilizado para consumo de carne e ovos na região. Nas atividades de monitoramento, iniciadas em agosto, as iaçás são capturadas e recebem um marcador plástico, que é fixado na carapaça do animal antes que ele seja devolvido à natureza. Em uma captura posterior, os pesquisadores pretendem obter dados sobre o crescimento e sobre os processos migratórios dos animais.

Ações previstas

Até dezembro de 2012, o projeto patrocinado pela Petrobras pretende instalar sensores para a medição do nível d’água nas Reservas Mamirauá e Amanã, além de equipamentos fotográficos para acompanhar o comportamento de ariranhas em seu habitat natural.

Nos próximos meses, deverão ser apresentados os resultados da contagem das populações de peixes-boi, jacarés e quelônios nas Reservas Mamirauá e Amanã e da população de botos no rio Purus.

Em novembro, o projeto realizará uma eco-oficina para produção de bonecos e fantoches de animais da fauna aquática amazônica, na cidade de Tefé. Também estão previstas as publicações de cartilhas de educação ambiental e apresentações de trabalhos cientí­ficos em congressos cientí­ficos nacionais e internacionais.

por Augusto Rodrigues

Mais informações em: www.mamiraua.org.br/aquavert

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