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Programa de Manejo dos Agroecossistemas do Instituto Mamirauá acompanha ações para a melhoria das condições sanitárias de abate de gado no município de Tefé

Escrito por

Francisco Rocha

Publicado em

04/06/13

Assessoria técnica para criadores de bois e búfalos na Reserva Amanã é uma das atividades do Instituto Mamirauá, por meio do Programa de Manejo de Agroecossistemas. Segundo Paula Araujo, veterinária do programa, há necessidade de verificar as condições sanitárias da região, principalmente no Lago Amanã e Rio Corací (Reserva Amanã) e Tefé. A análise inclui condições de fornecimento de carne, desde a criação, até o escoamento da produção no mercado municipal de Tefé. “Uma das nossas preocupações é a questão da sanidade dos animais. Se eles não forem vacinados, vermifugados e não tiverem boas condições de manejo isso poderá se refletir em alimentos contaminados para a população, gerando um problema de saúde pública”, argumentou Paula.
Um dos trabalhos do programa é identificar os problemas que afetam a criação de gado na região do Lago Amanã e Rio Corací. Com essas informações, poderá ser proposto um manejo agroecológico compatível com a conservação dos recursos naturais e com a geração de renda para os moradores. “Nós temos acompanhado e discutido de que maneira podemos propor melhorias para a criação na Reserva Amanã e no abate de gado na cidade de Tefé, para onde esta produção é escoada”, afirmou. “A existência de um serviço de abate inspecionado e legalizado é importante para a valorização do trabalho do criador e para garantir o direito dos cidadãos de ter acesso a um alimento seguro e de qualidade”, complementa.
O Instituto Mamirauá, juntamente com a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas  (ADAF) e Secretaria de Saúde do município de Tefé, visitou dois matadouros da cidade que até então forneciam carne para a população. “Apesar de um matadouro estar em melhores condições que o outro, ainda não atende as condições mínimas de higiene, nem mesmo a condição mais básica que seria o acompanhamento de um veterinário antes, durante e após o abate”, afirmou Paula.
Segundo Paula, um fator preocupante com relação aos matadouros é a viabilidade econômica devido ao alto custo. “Eu acredito que um matadouro municipal, que funcione legalmente em local estratégico, seja o ideal para a cidade. Pensar nisso é importante para o dono do matadouro e também para os criadores, já que a atividade pecuária depende diretamente do abate dos animais.”, acrescentou. Após a visita, os veterinários da Secretaria Municipal de Saúde e o Instituto Mamirauá fizeram um relatório para evidenciar as questões sanitárias dos matadouros. O documento foi encaminhado para a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), para a Procuradoria Geral do Município e para a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal (ADAF).
Também está acontecendo uma mobilização na cidade de Tefé entre órgãos governamentais, para a adequação e legalização de um dos matadouros que já existem. Além disso, é necessário que os criadores cumpram as exigências estaduais de obrigatoriedade da vacinação da febre aftosa e brucelose. Em Tefé e municípios vizinhos, este procedimento é feito pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (ADAF). “Nós fizemos uma viagem para o Amanã com um Técnico da ADAF com a finalidade de cadastrar os criadores com quem trabalhamos e levantar o número de animais que poderão ser vacinados”. Em maio, uma viagem para a Reserva Amanã ocorreu em parceria entre o Instituto Mamirauá e a ADAF para vacinação de fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre 3 e 8 meses (conforme orienta o Programa de Controle de Brucelose do Governo Federal).
 Texto: Francisco Rocha

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