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Preço mínimo do quilo de pirarucu para o manejo de 2016 foi estabelecido durante evento em Tefé

Escrito por

Instituto Mamirauá

Publicado em

29/07/16

Na última semana, foram realizados o IX Encontro de Manejadores de Pirarucu e a X Rodada de Negócios. Os manejadores se reuniram no Centro Educacional Governador Gilberto Mestrino, em Tefé (AM), nos dias 28 e 29 de julho, para discutir a cadeia de comercialização do peixe, entre outros assuntos. Na ocasião, foi reforçado o preço mínimo de venda do quilo de pirarucu, de R$5,50.

Neste ano, o diferencial foi a oficina de comercialização “Sei comercializar no campo”, oferecida em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). De acordo com Ruiter Braga, técnico do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, a concordância entre os grupos de manejo pelo estabelecimento do preço mínimo foi um destaque do encontro. “Os manejadores viram que era importante estar no evento para discutir a problemática da cadeia de comercialização do pirarucu, e teve uma decisão que foi muito importante: a do preço mínimo. E eles também estão buscando cobrar do governo incentivos para a estrutura, porque um dos grandes desafios da comercialização é a dificuldade de estruturas adequadas para beneficiar o peixe e para o escoamento da produção”, comentou Ruiter.

Para o manejo de 2016 foi autorizada a quota de captura de 14.495 peixes, referente às onze áreas de manejo localizadas nas Reservas Amanã e Mamirauá, e no setor Capivara, que fica fora do limite das reservas. O manejador Eliakim Pereira Vale, do Acordo de Pesca Paraná Velho, esteve no encontro e contou que, neste ano, o grupo planeja iniciar a pesca de outras espécies além do pirarucu, como mapará, tambaqui, aruanã e tucunaré. “O manejo é importante, mas não estava dando tanto resultado tirar só o pirarucu, mas como vão entrar essas outras espécies, a gente está apostando muito que vai dar certo, que vamos ter retorno”, disse.

Na Rodada de Negócios, os grupos estiveram reunidos com compradores locais para negociar preço, espécie e quantidade de peixe de interesse para o mercado. Durante o Encontro de Manejadores, também foram apresentados os grupos que tiveram as melhores práticas no manejo de 2015. A premiação certifica os melhores grupos nas categorias: organização coletiva, sistema de vigilância, eficiência da pesca, monitoramento, maior peixe, entre outras. Ruiter enfatiza que o Prêmio Melhores do Ano é uma premiação é simbólica, um certificado de reconhecimento pelo trabalho realizado e pelo empenho dos manejadores.

“Tem outra parte que é boa de manejar: é que a gente sabe que garante de ter esse peixe em grande quantidade para os nossos filhos, nossos netos. Então, a gente sabe que está fazendo a coisa certa. Acho que o mais importante hoje pra nós é essa consciência”, completou Eliakim.

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