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Pesquisas do Programa de Iniciação Científica do Instituto Mamirauá são apresentadas em seminário final

Escrito por

Amanda Lelis

Publicado em

28/07/16

Depois de um ano de pesquisa em desenvolvimento, os 24 bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do Instituto Mamirauá apresentaram seus projetos finais.  O Seminário Final do Pibic Sênior e Júnior foi realizado nos dias 26 e 27 de julho na sede do Instituto em Tefé (AM).

A coordenadora de pesquisa do Instituto Mamirauá, Maria Cecí­lia Gomes, destacou o empenho dos jovens e a qualidade dos projetos apresentados. De acordo com Cecí­lia, o Programa se configura como uma oportunidade aos jovens ingressarem na carreira científica. “Os relatórios de pesquisa estão muito bons, bem como as apresentações que fizeram. Sabemos que o mérito disto não é somente dos orientadores mas também dos bolsistas, que ao longo do ano executaram seus projetos de pesquisa e participaram de eventos e capacitações promovidas pelo Instituto Mamirauá”, disse.

Desde 2004, mais de 300 estudantes da rede pública de ensino de educação básica e superior de Tefé já participaram do Programa. Cecí­lia aponta que os resultados são positivos considerando a continuidade dos estudos pelos jovens após o término dos projetos. “Com o acompanhamento dos egressos sabemos que cerca de 12% dos ex-bolsistas ingressaram no mestrado ou doutorado. Este valor é bastante relevante, principalmente por estarmos no interior do Amazonas, onde o primeiro curso de mestrado foi criado somente neste ano, em 2016”, comentou.

Andreza Ferreira apresentou o projeto sobre territorialidade de ariranhas na Reserva Amanã. A pesquisa é realizada junto ao Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos no Instituto Mamirauá. Durante a apresentação, Andreza falou sobre o monitoramento realizado pela equipe na Reserva Amanã, que identificou o retorno da ocorrência de grupos da espécie para a região. De acordo com Andreza, as ariranhas sofreram grande pressão até a década de 1970, em função do comércio de peles.

Em seu projeto, Andreza buscou identificar o tamanho dos grupos existentes na Reserva Amanã, em cerca de oito igarapés que desaguam no Lago Amanã, a partir da análise do banco de dados do Instituto Mamirauá, obtido a partir das expedições de campo realizadas entre novembro de 2014 e abril de 2015. Foram identificados 10 grupos na área e 59 indivíduos, sendo 55 parte dos grupos e quatro solitários. Cada indivíduo pode ser identificado pela marca que possui no pescoço, 34 ariranhas puderam ser catalogadas pela equipe de pesquisa, com base em fotografias e vídeos.

Outro trabalho apresentado foi o da estudante Maria Cecí­lia Rodrigues, que fez um estudo das técnicas de produção de artesanatos em cerâmica produzidas na Reserva Mamirauá. A jovem analisou e classificou as cerâmicas que fazem parte da coleção etnográfica do Instituto Mamirauá. Foram descritas 22 peças de cerâmicas, entre as 149 peças desse tipo que fazem parte do acervo.

Os trabalhos com melhor avaliação foram anunciados durante o seminário. Em 1º lugar na categoria Pibic Sênior esteve Nayandra Carvalho, com a pesquisa “Desinfecção solar de água para comunidades ribeirinhas”. E em 2º lugar ficou a jovem Verônica Lima, com o projeto “Conservação de urnas do Lago Amanã”. Na categoria Pibic Júnior, o 1º lugar teve empate entre Magna Farias Parente, com a pesquisa “Percepção da população de Tefé quanto à fertilização com urina humana” e a jovem Eduarda Cecí­lia de Mello, com o trabalho “O que você comeu ontem? Consumo de proteína animal na cidade de Tefé”. E o 2º lugar foi para Maria Cecí­lia Rodrigues, com o projeto “Estudo das técnicas de produção de artesanatos da categoria cerâmica na Reserva Mamirauá”.

Essas ações contam com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para o pagamento de bolsas de estudo.

Texto: Amanda Lelis

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