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Pesquisas de ecologia florestal contribuem para conhecimento das Reservas Mamirauá e Amanã

Escrito por

Amanda Lelis

Publicado em

12/11/15

Durante o ano de 2015, o Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá avançou nas pesquisas realizadas para conhecimento das áreas das Reservas Amanã e Mamirauá, no Amazonas. Um dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo estuda a ecologia e avalia o potencial produtivo de andiroba e copaíba nessas unidades de conservação.  Com os resultados parciais da pesquisa, a equipe planeja desenvolver uma máquina de extração de óleo de andiroba que traga melhorias para a qualidade de vida da população local.

De acordo com Mariana Ferreira, pesquisadora do Instituto Mamirauá, que atua como unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a equipe já possui resultados dos levantamentos das áreas com andirobeiras e copaibeiras. A proposta da pesquisa, além de compreender aspectos biológicos sobre as espécies, é buscar possibilidades viáveis de manejo junto às comunidades. Esse trabalho é desenvolvido pela pesquisadora do grupo, Emanuelle Raiol.

“Os resultados que já temos são os levantamentos das áreas de ocorrência de andiroba e copaíba. Também já foi realizado o mapeamento para saber as comunidades que têm mais interesse e aptidão para realizar a atividade”, disse Mariana.

Em parceria com os técnicos do Programa de Manejo Florestal e do Programa Qualidade de Vida, ambos do Instituto Mamirauá, a equipe propõe desenvolver uma máquina para extração do óleo de andiroba pelos comunitários. “Já existem máquinas parecidas no mercado. A ideia é adaptar de forma que a manutenção seja simples e que eles mesmos consigam manusear e resolver, que ela dependa o mínimo possível de energia elétrica ou diesel, por exemplo. A ideia é chegar a um equipamento eficiente, que vai diminuir o tempo que os comunitários usam para extração do óleo”, disse Mariana.

Outro trabalho que inicia sua segunda etapa é o projeto que visa avaliar a ciclagem de nutrientes da floresta para o solo. Para o monitoramento da quantidade de matéria orgânica que é absorvida pelo ambiente, foram instaladas, no segundo semestre, bolsas preenchidas com folhas, que foram deixadas em pontos específicos da floresta e serão recolhidas e monitoradas mês a mês. Um dos objetivos é comparar a velocidade de decomposição nos períodos de seca e cheia amazônica. Essa pesquisa é desenvolvida por Fabiana Ferreira, pesquisadora do Instituto.

O grupo também complementou as pesquisas de germinação e recomposição florestal, desenvolvidas desde 2008 na instituição. “Durante o período de cheia dos rios foram coletadas sementes de seis espécies nativas de várzea para produção de mudas na casa de vegetação”, contou Paulo Nascimento, um dos pesquisadores do grupo. Foram produzidas 3.500 mudas, parte delas será transplantada para ambientes que sofreram alterações antrópicas ou degradações.

Depois de realizados os transplantes, a equipe continua monitorando o ambiente e também o crescimento e sobrevivência das plântulas.  “Espera-se com a pesquisa, levantar informações sobre ecologia básica das espécies arbóreas de várzea, assim como, saber qual o potencial dessas espécies para recomposição de áreas degradadas nesses ambientes”, completou Paulo.

Para subsidiar as atividades do manejo florestal, também foram encaminhados os projetos de pesquisa com foco no monitoramento da dinâmica florestal, no qual um dos objetivos é ver como os ambientes respondem ao manejo. E também projeto de acompanhamento de clareiras. A equipe se prepara para as atividades de campo, que devem iniciar no próximo semestre. “Após a derrubada, o que começa a brotar ali? A regeneração pode ser um indicativo se o manejo está sendo bem-sucedido ou não”, disse Mariana.

Parte dessas ações é financiada pelo Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES.

Texto: Amanda Lelis

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