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Pesquisadores estudam métodos para identificação sexual de filhotes de jacaré-açu

Escrito por

Aline Fidelix

Publicado em

17/07/15

Os resultados da identificação sexual filhotes de jacaré-açu (Melanosuchus niger) foram apresentados no 12º Simpósio sobre Conservação e Manejo Participativo na Amazônia, realizado entre os dias 01 e 03 de julho na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé (AM). Esse estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
A identificação sexual de crocodilianos juvenis é complexa, diferentemente dos adultos, em que é possível identificar facilmente pelo exame direto nos órgãos genitais. Os crocodilianos juvenis não apresentam dimorfismo sexual, ou seja, não possuem características físicas que possibilitam a identificação de gênero. O objetivo da pesquisa é identificar o sexo desses filhotes, utilizando a metodologia de análise anatômica histológica das gônadas. Com esses resultados busca-se identificar qual o sexo dos filhotes de jacaré-açu, por meio de características macroscópicas e microscópicas das gônadas.
Esse estudo surgiu a partir de um experimento de temperatura de incubação dos ovos, projeto realizado entre os anos de 2013 e 2014. No projeto, os pesquisadores buscavam identificar a relação entre o gênero e a temperatura de incubação. Para a realização desse estudo, os pesquisadores coletam as gônadas dos animais para posteriormente analisá-las no Laboratório de Histologia do Instituto Mamirauá.
De acordo com uma das autoras do estudo, Fernanda Silva, foi possível concluir que a análise macroscópica é eficaz para a identificação do sexo, não sendo necessário realizar a análise histológica. “Fizemos esse trabalho baseado em outros estudos realizados com outras espécies de jacarés. Conseguimos verificar que eles apresentam diferenças sexuais nas gônadas, ou seja, a olho nu é possível enxergar a diferença, assim como é possível com a análise de histologia”, reforçou.
Ainda segundo Fernanda, a ideia é continuar com esse estudo e relacionar as informações adquiridas de identificação do sexo com outras características externas corporais dos animais. “Pretendemos relacionar essa informação que conseguimos, sobre a identificação do sexo, com essas outras informações para visualizar se há dimorfismo sexual. Se conseguirmos encontrar dimorfismo sexual será possível que os pesquisadores apliquem o método na natureza, identificando o sexo desses animais apenas pela observação. Com isso, será possível saber quantos machos e fêmeas estão sendo gerados na natureza, e consequentemente, estimar como está e como será futuramente a população de jacaré-açu dentro da Reserva Mamirauá”, finalizou Fernanda.
Texto: Aline Fidelix

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