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Pesquisadores e técnicos realizam necropsia de baleia no Maranhão

Escrito por

Eunice Venturi

Publicado em

02/03/15

Especialistas em mamíferos aquáticos do Instituto Mamirauá e técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Maranhão realizaram a necropsia de uma fêmea de baleia-minke-antártica, que morreu após encalhe na costa maranhense, na última semana. Com mais de nove metros de comprimento, o espécime foi avistado no município de Turiaçú, a seis horas de São Luí­s, na segunda-feira, 23. O mamífero foi imediatamente devolvido ao mar pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu no dia seguinte. A necropsia foi realizada dois dias depois.
Foi a primeira vez que essa espécie de baleia foi vista no Maranhão, conforme explicou a bióloga Nathali Ristau, pesquisadora associada ao Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos do Instituto Mamirauá: “A espécie tem sua distribuição conhecida para o hemisfério sul, porém em águas oceânicas. Outros registros da espécie já foram relatados na Costa Norte, nos estados do Pará e Amapá, porém é o primeiro no Maranhão”.
Ao chegar ao local do encalhe, pesquisadores e técnicos constaram que o animal já estava em processo de decomposição. Foi necropsiado e amostras biológicas coletadas para estudos e investigação da causa do óbito. A equipe já se mobiliza para recuperação da ossada do animal, que poderá integrar parte do acervo osteológico do Instituto Mamirauá e ser uma fonte importante para os estudos de mamíferos aquáticos.
“As causas dos encalhes são diversas, podendo ser classificadas como naturais e não-naturais. As não-naturais estão diretamente relacionadas às ações humanas, como interações com a pesca, colisões com embarcações ou poluição ambiental, por exemplo. Em outros casos pesquisadores do Brasil já detectaram infecção por morbilivírus em animais encalhados, o que pode ocasionar desorientação no animal”, relatou Nathali.
 O Instituto Mamirauá integra a Rede de Encalhes e Informações de Mamíferos Aquáticos do Brasil, que estabelece diretrizes para o atendimento aos encalhes. Segundo Nathali, o objetivo das ações desenvolvidas é a conservação e a preservação, o que não seria possível sem o apoio de entidades públicas. “Encalhes de mamíferos aquáticos são frequentes em todo o mundo, natural entre os cetáceos (baleias, botos e golfinhos), sirênios (peixes-boi) e os pinípedes (focas, morsas, lobos e leões-marinhos), representando a maior fonte de informações sobre essas espécies”, finalizou a pesquisadora.
Editado por Eunice Venturi

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