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Pesquisador do Instituto Mamirauá participará de curso promovido por laboratório de excelência

Escrito por

Laís Maia

Publicado em

22/09/17

Entre os dias 25 e 29 de setembro, Jefferson Ferreira-Ferreira desenvolverá projeto de pesquisa em sensoriamento remoto com assistência de pesquisadores renomados

O analista em Geotecnologia, Jefferson Ferreira-Ferreira, foi um dos 14 pesquisadores selecionados para participar do curso de “Sensoriamento Remoto aplicado ao mapeamento e manejo da biodiversidade em escalas”, promovido pela CEBA’s Thematic School, na Guiana Francesa. O CEBA é um laboratório de excelência que reúne pesquisadores internacionalmente reconhecidos e envolvidos em estudos sobre a biodiversidade na Amazônia. O laboratório promove pesquisas colaborativas com países da América do Sul e aborda a necessidade de transferir os resultados das pesquisas para a sociedade.

Para Jefferson, o curso é uma oportunidade de expandir seu conhecimento a respeito da várzea amazônica. “Meu principal objetivo é entender como os padrões espaço-temporais de inundação influenciam a biogeoquímica e a estrutura florestal”, explica o pesquisador do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Para isso, serão analisados dados da ecologia florestal, assessoramento remoto e dados de radar de um satélite japonês, que faz imagens da floresta independentemente da condição climática.

Durante o curso, os participantes terão a chance de desenvolver seus projetos de pesquisa com a assistência de pesquisadores de renomadas universidades. A programação inclui momentos de análise, palestras e uma visita à estação de campo Paracou. A ideia é que ao final do evento os pesquisadores obtenham resultados de pesquisa publicáveis.

Transição climática

De acordo com o geógrafo, o projeto que será desenvolvido durante o curso tem potencial para fornecer informações importantes sobre a Amazônia. “A Amazônia está passando por uma transição climática e isso está modificando o comportamento da inundação. E, uma vez que a inundação é o principal fator que controla muitos aspectos ecológicos das florestas de várzea, saber como mudanças na inundação podem afetar as florestas é primordial para nos prepararmos para um futuro com condições ambientais diferentes das que temos hoje”, explica o pesquisador.

Ainda segundo o Jefferson, o projeto poderá oferecer a possibilidade de fazer previsões sobre a ecologia da floresta de várzea no contexto de mudanças climáticas. “Com as informações obtidas, poderemos saber se num futuro climático com mais secas as florestas serão ainda menos capazes de estocar carbono em forma de biomassa vegetal”. Segundo o pesquisador, como o dióxido de carbono é o gás estufa que está causando mudanças climáticas, isso teria implicações para o controle climático regional e provavelmente global.

Texto: Laís Maia

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