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Pesquisa avalia status das populações de jacarés da Reserva Mamirauá

Escrito por

Augusto Rodrigues

Publicado em

14/02/12

 Entre os dias 2 e 3 de fevereiro, o projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert) realizou a primeira captura cientifica de jacarés de 2012, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, noroeste do Amazonas. Ao longo do ano, o projeto realizará outras cinco capturas, com intervalos bimestrais. O Aquavert é desenvolvido por pesquisadores do Instituto Mamirauá, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental.

Na Reserva Mamirauá, as capturas científicas de jacarés-açu ocorrem em diferentes épocas do ano, desde 2007. As capturas têm como objetivo a obtenção de dados que permitam avaliar, a longo prazo, a estrutura das populações de jacaré-açu (Melanosuchus niger) da Reserva Mamirauá. As pesquisas apontam que o número de jacarés adultos está aumentando na unidade de conservação.
A primeira atividade do ano ocorreu no lago que tem o mesmo nome da Reserva, onde foram capturados oito jacarés, quatro machos e quatro fêmeas, todos em boas condições de saúde. O trabalho de captura foi coordenado pelo biólogo Robinson Botero-Arias, pesquisador responsável pelos estudos sobre jacarés no projeto Aquavert.
As capturas são realizadas à noite, já que as luzes das lanternas fazem os olhos dos jacarés brilharem na escuridão. A bordo de uma embarcação voadeira, segurando uma corda de 20 metros, equipada com um laço metálico em uma das extremidades, o biólogo laça o jacaré. O trabalho exige habilidade do piloto da voadeira, que precisa estar atento aos movimentos do jacaré, condição fundamental para que o pesquisador não seja puxado para a água.
Após ser imobilizado, o jacaré é trazido para a base de pesquisa, onde uma equipe de assistentes avalia as condições do animal, registrando 30 dados biométricos, que incluem peso, comprimento, e frequências cardíaca e respiratória. Os pesquisadores também coletam sangue para dosagem de glicose e hormônios, e tecido para análises genéticas. Após a realização dos exames, o animal é marcado com cortes na cauda, que permitirão a identificação do indivíduo em uma futura captura.
“Durante os últimos anos de monitoramento das populações de jacarés na Reserva Mamirauá, registramos uma tendência de estabilidade na abundância de jacarés-açu no lago Mamirauá. No entanto também temos registrado uma variação na estrutura de tamanhos dos indivíduos, sendo que a proporção de indivíduos maiores de dois metros, considerados adultos, tem aumentado”, diz Robinson Botero-Arias.
Conservação
O projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos visa propor novas ações e consolidar estratégias de conservação para as espécies de quelônios, jacarés e mamíferos aquáticos que habitam as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, localizadas na confluência dos rios Japurá e Solimões, no estado do Amazonas. Juntas, as duas unidades de conservação somam 3.474.000 hectares, área superior ao território do estado de Alagoas.
Texto: Augusto Rodrigues

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