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Pescadores recebem treinamento para melhorar manipulação de pescado

Escrito por

Everson Tavares

Publicado em

06/05/14

Um dos maiores desafios da economia pesqueira da região do Médio Solimões é manter a qualidade dos produtos. Entre os dias 28 e 30 de abril, pescadores que atuam em iniciativas de manejo do pirarucu receberam um curso de manipulação de alimentos oferecido pelo Instituto Mamirauá com apoio da Universidade Federal do Pará (UFPA). A teoria aliada à prática alertou os profissionais da pesca sobre a importância de boas práticas de manipulação para a qualidade dos alimentos. Técnicos do Programa de Manejo de Pesca do Instituto também participaram do curso a fim de tonarem-se multiplicadores.
“A finalidade das boas práticas de manipulação de alimentos é melhorar a qualidade do produto”, explica a professora Emília de Lima Nunes, Doutora em Higiene Veterinária e Processamento de Produtos Animais e uma das ministrantes do curso.
Apesar de chegar fresco ao Mercado Municipal de Tefé, o pescado pode perder qualidade durante a manipulação. As condições de higienização das mãos, descuidos na evisceração e a falta de resfriamento dos peixes estão entre os principais problemas identificados durante o curso.
Pescador há mais de 30 anos, Ivo dos Santos buscou no curso conhecimentos para diferenciar-se no mercado. Para Ivo, o mais importante é cuidar do pescado para entregar um produto de qualidade. “Boas práticas de manipulação são importantes para fortalecer a cadeia produtiva. Fica mais fácil vender se a empresa sabe que o peixe é de qualidade”, explica o pescador da Colônia Z4 de Tefé.
A conscientização de todos os elos da cadeia produtiva é fundamental para melhorar a qualidade dos produtos. Outra ministrante do curso, a Doutora em Biotecnologia Carina Martins de Moraes, alerta sobre a importância de disponibilizar essas informações ao consumidor. “Se não for devidamente manipulado, o alimento pode gerar um problema de saúde pública”, adverte a doutora.  Exigir práticas simples como evitar manipular dinheiro e peixe sem lavar as mãos e manter os produtos resfriados são importantes para garantir o consumo de qualidade e evitar doenças.
Outro desafio fundamental é estender estes treinamentos para os outros componentes da cadeia produtiva do pescado, como transportadores e frigoríficos. A coordenadora do Programa de Pesca do Instituto Mamirauá, Ana Cláudia Torres, estuda formas de adaptar o curso para outras realidades.  “Ao longo de 15 anos nossos desafios foram surgindo. No início do processo, em 1999, o foco era promover a conservação da espécie por meio da sensibilização dos pescadores para adoção de medidas de manejo.  Hoje, após comprovada a eficiência do manejo, é preciso melhorar a qualidade do produto e agregar valor”, pontua. Aliado a outros Programas do Instituto, Ana Cláudia planeja equipar as unidades de recepção e pré-beneficiamento do pirarucu com tecnologias sociais desenvolvidas pela instituição para melhorar a qualidade do pescado. Texto: Everson Tavares

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