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Pescadores da Reserva Mamirauá avaliam o manejo de pesca de 2013

Escrito por

Francisco Rocha

Publicado em

27/01/14

Discutir melhorias, avaliar o desempenho dos manejadores e da assessoria técnica, definir as cotas anuais. Esses foram alguns dos objetivos das reuniões de avaliação do manejo, realizadas no período de 12 a 25 de janeiro de 2014, pelo Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, nos setores Jarauá, Aranapu, Caruara, Acapu, Maraã e Tijuaca, localizados na Reserva Mamirauá.

Nas reuniões, discutiu-se sobre organização coletiva, método de contagem, vigilância das áreas das áreas de manejo, obediência às normas, divisão de benefí­cios, capacidade de pesca, monitoramento, zoneamento, comercialização e avaliação anual.

Ao final da discussão de cada aspecto, os manejadores e os técnicos do Programa de Pesca realizavam uma votação para avaliar como os grupos de pescadores atuaram em 2013. Uma nota foi atribuída para cada aspecto, variando entre 01 e 04. A média saiu do resultado da votação da avaliação de técnicos e pescadores. Esse resultado define a cota de pesca para 2014. Segundo Ana Cláudia Torres, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca, em 2013 os dez sistemas de manejo pescaram 7.960 dos 8.082 pirarucus autorizados pelo IBAMA, o que corresponde a 98,5% da cota estabelecida.

“Cada vez fica mais evidente, inclusive pelo próprio relato dos comunitários que a dignidade de poder pescar sem ser perseguido e dentro da legalidade tem sido o fator principal de motivação para esses grupos que atuam no manejo. Estou muito satisfeita com os resultados obtidos em 2013, nossa equipe ficou com a sensação de dever cumprido e através dessas avaliações, iremos planejar as ações para que o manejo em 2014 seja ainda melhor”, enfatizou Ana.

Para o manejador Eney Barroso, morador da comunidade Nova Betânia, Setor Tijuaca, os moradores da reserva sempre tiveram a necessidade de pescar e o manejo veio como uma alternativa de continuar pescando de forma legal, sustentável, gerando renda e melhoria na qualidade de vida dos comunitários.

“O Instituto Mamirauá é nosso grande parceiro porque cuida da área técnica, nos orienta e é uma peça fundamental para que o manejo aconteça. Antes de trabalharmos com o manejo, a pesca era sem controle e sem se preocupar se o pirarucu acabaria hoje ou amanhã e com a implantação do manejo, nos conscientizamos que a pesca manejada pode gerar uma boa renda e ainda preservar os estoques para que sempre possamos pescar”, afirma Eney.

Além do Instituto Mamirauá, as reuniões contaram com a participação de 477 manejadores, Colônia de Pescadores Z32 e Sindicato de Pescadores, ambos do município de Maraã e do Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC).

Texto: Francisco Rosa

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