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Peixes-boi são transferidos para Centro de Reabilitação

Escrito por

Thiago Almeida

Publicado em

15/02/13

Pesquisadores do Instituto Mamirauá transferiram, em janeiro, dois peixes-boi filhotes – fêmeas – resgatados em dezembro, para o Centro de Reabilitação de Peixes-boi de Base Comunitária, o Centrinho, que fica na Reserva Amanã. Os animais, que receberam o nome de Castainha e Jurema, saíram da Reserva Mamirauá, depois de 40 dias em uma base da instituição.
Antes da transferência, os peixes-boi passaram por um período de avaliações clínicas e observações, e foram submetidos a exames como radiografias e de sangue. “O quarentenário serve como uma fase de transição entre a chegada dos animais novos e sua transferência para o Centrinho, para que possamos colocá-los no mesmo ambiente que os demais sem que haja risco para a saúde deles”, afirmou Miriam Marmontel, coordenadora do Projeto Aquavert, que é desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental.
A viagem durou 2 horas e meia, e contou com o apoio de duas veterinárias e dois assistentes de campo, que utilizaram uma lancha para o deslocamento até a Reserva Amanã. Para minimizar a fadiga dos animais durante o trajeto, Castainha e Jurema foram acomodadas sobre colchões de espuma, e cobertas com toalhas úmidas. Segundo a coordenadora, os dois filhotes devem permanecer sob os cuidados do Instituto por mais dois anos, tempo normal de amamentação.

O Peixe-boi e a Amazônia
Trichechus inunguis é uma espécie endêmica da bacia do rio Amazonas, protegida pela legislação ambiental brasileira, por ser considerada vulnerável ao risco de extinção. Segundo Miriam Marmontel, o peixe-boi da Amazônia possui grande importância para o ecossistema da floresta amazônica: “O peixe-boi amazônico é tido como um reciclador de nutrientes. Ele consome diariamente cerca de 6% de seu peso corporal em plantas aquáticas, que ao serem digeridas são devolvidas ao ambiente na forma de nutrientes. Estes nutrientes estarão então disponíveis na água para plantas, microorganismos e peixes”, destacou.
A pesquisadora Miriam Marmontel chama a atenção para necessidade de envolvimento de todos: “A sociedade civil precisa ser sensibilizada para o problema de conservação do peixe-boi amazônico, divulgar sobre seu status e necessidade de proteção; e, especialmente, na região amazônica, não comprar carne de peixe-boi e, portanto, não estimular a caça. Se o animal estiver órfão (for sabido que a mãe foi abatida) ou estiver ferido, deve ser encaminhado para reabilitação. Neste caso, deve-se comunicar com os órgãos competentes, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Em nossa área, também podem comunicar o IDSM para resgate e procedimentos”, afirmou. O Centro de Reabilitação de Peixe-Boi Amazônico é criatório conservacionista autorizado pelo IBAMA.
Texto: Thiago Almeida

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