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Peixe-boi capturado acidentalmente é entregue ao Instituto Mamirauá

Escrito por

Thiago Almeida

Publicado em

28/02/13

Na última sexta-feira, 22, um filhote fêmea de peixe-boi foi resgatado por pesquisadores do Instituto Mamirauá na Reserva Amanã, município de Maraã (AM). O filhote foi capturado acidentalmente por pescadores da comunidade de Nova Jerusalém em uma rede malhadeira durante o processo de pesca nos igarapés locais.

O animal, que recebeu o nome de Jerusa, tem aproximadamente dois meses de vida, mede 86 centímetros e pesa 11,5 quilos. Os pesquisadores do projeto Aquavert tomaram conhecimento sobre o filhote pelos próprios moradores, que logo após a captura acidental levaram-no para casa e acionaram o Instituto Mamirauá.
Jerusa apresentava um corte profundo no dorso, próximo à cauda, uma série de arranhões pelo corpo e um ferimento na cabeça. Segundo Mônica de Abreu, estudante de veterinária que desenvolve estágio no Centro de Reabilitação de Peixe-Boi Amazônico de Base Comunitária (o Centrinho), apesar dos ferimentos o animal está bem de saúde: “Ela não possui doenças aparentes, apesar dos muitos ferimentos. Procedemos a exames físicos, biometria, tratamos os ferimentos com cicatrizantes e oferecemos mamadeira. Por último, ela receberá antibióticos por sete dias a fim de auxiliar no tratamento”, afirmou.
A oceanógrafa Miriam Marmontel, coordenadora do Projeto Aquavert, chama a atenção para as ocorrências de peixe-boi nas redes de pesca: “O aumento do uso da malhadeira em detrimento de artes mais tradicionais, como o caniço ou a flecha, fez aumentar a ocorrência de peixe-boi ferido. Os animais maiores conseguem muitas vezes escapar, rasgando as redes – o que não acontece com os filhotes, que são presas fáceis. Se por um lado é animador que a comunidade reconheça o Centro como referência no trabalho com o peixe-boi, por outro lado a situação é preocupante, pois foram quatro filhotes resgatados nos últimos três meses”, afirmou.
Nesse sentido o projeto Aquavert desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental, trabalha em vários objetivos para minimizar essa situação e consequentemente atua na preservação e conservação das espécies de vertebrados aquáticos da Amazônia.
A partir de agora, os cuidados terão como objetivo promover a reabilitação do filhote. Jerusa permanecerá sob observação em regime de quarentena recebendo leite na mamadeira e contato com plantas locais presentes na dieta do peixe-boi amazônico. A estimativa para sua reinserção na natureza é de um a dois anos, o que vai depender do processo de desmame e da recuperação do animal.
Texto: Thiago Almeida

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