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Parcerias permitem ampliar área de atuação do Instituto Mamirauá

Escrito por

Vanessa Eyng

Publicado em

22/11/14

Pesquisa, manejo, desenvolvimento social. Em sua história de atuação, o Instituto Mamirauá vem tornando-se uma instituição referência em criar soluções para a conservação da Amazônia. Essas iniciativas exitosas vêm se multiplicando e sendo replicadas para outras partes da Amazônia, para além das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, foco inicial da atuação do Instituto Mamirauá.

“Interações com outras instituições sempre existiram e sempre existirão, pois, para conseguirmos atingir uma abrangência geográfica ampla, nós precisamos de parcerias institucionais locais. Isso vem se intensificado nos últimos anos pela formação de redes estimuladas também pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação”, disse Helder Lima de Queiroz, Diretor Geral do Instituto Mamirauá.

Entre as várias parcerias interinstitucionais, está a que foi formalizada em 2011 pelo Instituto Mamirauá com o Instituto Piagaçu, cuja sede é Manaus (AM). Por meio de um convênio de cooperação técnico-científico, a parceria visa promover conjuntamente pesquisa científica na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, localizada nos municípios amazonenses de Beruri, Codajás, Coari, Tapauá e Anori. O foco é consolidar ações conjuntas e interligar áreas de atuação comuns, como o monitoramento e reestruturação das atividades de pesca, a pesquisa e manejo de peixes ornamentais, de pirarucus e o diagnóstico participativo do manejo de aruanãs (pesca, estimativas de estoque, etc.).

O convênio também envolve pesquisas direcionadas aos aspectos populacionais e monitoramento da reprodução de quelônios, o monitoramento de fauna, conservação de jacarés e atividades ligadas às práticas de agricultura familiar. Felipe Rossoni, presidente do Instituto Piagaçu, acredita que “a partir desse convênio interinstitucional, começamos a estreitar as relações, motivando as pessoas a se aproximarem para a troca de experiências. Podemos discutir desafios comuns, com base no contexto de trabalho participativo. O propósito é que isso se torne um catalisador de processos”.

Duas atividades ilustram as trocas que esta parceria pode gerar: o manejo de peixes ornamentais e o manejo de pirarucu. O Instituto Piagaçu avança na atividade de manejo participativo de peixes ornamentais, desenvolvendo estudos sobre abundância, reprodução, colonização de ambientes e avaliação da cadeia produtiva do acará-disco. Essas informações subsidiam a implementação de um programa de manejo piloto para a espécie. Em setembro deste ano pesquisadores e manejadores que participam dessas atividades estiveram presentes no 3º Intercâmbio entre Manejadores de Peixes Ornamentais, promovido pelo Instituto Mamirauá na Reserva Amanã.

Já o Instituto Mamirauá desenvolveu uma metodologia pioneira para o manejo participativo do pirarucu, experimentada em mais de 15 anos de atividades.”O manejo de pirarucu que desenvolvemos é com base no manejo desenvolvido em Mamirauá. Acreditamos ser esta a melhor opção, resultado de um histórico muito bem estruturado”, conta Felipe.  Dois integrantes do Instituto Piagaçu estiveram presentes na 5ª edição do Curso de Multiplicadores em Gestão Compartilhada de Recursos Pesqueiros com foco no Manejo Participativo de Pirarucus, realizado pelo Instituto Mamirauá em abril deste ano. Um deles foi Luciana Melo, bióloga, que afirmou na oportunidade o quão fundamental foi a sua participação. “Estou borbulhando de ideias depois deste curso. Porque são inúmeras as ideias que nós tivemos aqui, que vão trazer melhorias para as comunidades, o que é o nosso principal objetivo”, comentou a bióloga.

Por Vanessa Eyng

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