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Tecnologias sustentáveis para manejo de pesca na Amazônia ganham impulso com parceria entre Instituto Mamirauá e FAS

Escrito por

Instituto Mamirauá

Publicado em

24/03/25

Workshop realizado em Tefé (AM) marca o início de uma colaboração entre
o Instituto Mamirauá e a Fundação Amazônia Sustentável para compartilhar e
aprimorar a tecnologia de manejo sustentável do pirarucu, beneficiando comunidades
ribeirinhas da Amazônia.

Crédito: João Cunha

No dia 18 de março, o Instituto
Mamirauá e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) realizaram um workshop inédito
focado no compartilhamento de tecnologia e lições aprendidas na construção de
flutuantes de pré-beneficiamento de pescado, um projeto de inovação social
desenvolvido pelo Instituto desde 2017. O evento, que marcou um marco
importante para as duas organizações, teve como objetivo a troca de
experiências técnicas e práticas entre as equipes, dando início a uma parceria
formalizada por meio de um Termo de Compartilhamento de Inovação Aberta.

O workshop teve como propósito
o aprimoramento e a expansão da tecnologia dos flutuantes, estruturas
flutuantes com cerca de 180 metros quadrados destinadas ao recebimento,
beneficiamento e monitoramento do pescado. Essas unidades, que também possuem
sistemas de energia solar e tratamento de água e esgoto, têm sido fundamentais
para as comunidades ribeirinhas da Amazônia, que buscam melhorar a qualidade e
a rastreabilidade do pescado, com um foco especial na valorização do produto
para os mercados locais e internacionais.

Uma parceria
estratégica para a região


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 A diretora de Manejo e Desenvolvimento do Instituto Mamirauá, 

Dávila Côrrea (foto), destaca o

protagonismo das comunidades

envolvidas no manejo de pesca na Amazônia.

Crédito: João Cunha

Dávila Corrêa, diretora de
Manejo e Desenvolvimento do Instituto Mamirauá, explicou que a colaboração com
a FAS busca aprimorar a abordagem técnica do projeto, respeitando a
contribuição das comunidades e o protagonismo local. “A construção do conhecimento
não é uma tarefa do Instituto apenas, mas sim um processo coletivo de
participação das comunidades, de interação e de protagonismo dos grupos sociais
que vivem nas áreas de manejo”, destacou. Segundo Dávila, o
compartilhamento com a FAS é uma maneira de ampliar o impacto da tecnologia,
respeitando a diversidade de experiências e focando na sustentabilidade da
iniciativa.

A parceria também se estende à
aplicação de conceitos de rastreabilidade do pescado, uma preocupação crescente
para garantir que a carne chegue ao consumidor com qualidade, segurança e a
garantia de que foi produzida de forma sustentável. “Nosso objetivo é
fortalecer não só a qualidade do produto, mas também o reconhecimento do valor
territorial e ambiental que essas comunidades agregam ao processo”,
afirmou a diretora.

A inovação aberta como
modelo de desenvolvimento

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Crédito: Rafael Galvão

Tabatha Benitz, coordenadora do
Núcleo de Inovação e Tecnologias Sustentáveis (Nits) do Instituto Mamirauá,
ressaltou a importância de um modelo de inovação aberta que permite a
transferência de conhecimento técnico sem custos, respeitando a propriedade
intelectual e o contexto local. “Não estamos falando apenas de transferir
uma tecnologia, mas de um processo colaborativo em que o conhecimento é
compartilhado e adaptado conforme as necessidades locais, criando uma
continuidade no desenvolvimento da tecnologia social”, explicou Tabatha.

Ela também destacou a
importância de a FAS compartilhar as melhorias realizadas nas unidades de
pré-beneficiamento, o que contribuirá para a evolução contínua do modelo.
“Este é um primeiro passo para uma colaboração mais ampla entre as
instituições, visando não só a inovação técnica, mas também o fortalecimento
das cadeias produtivas na região”, completou.

Um novo modelo para a
Amazônia

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Crédito: Miguel Monteiro

Ana Izel, analista do Programa
de Empreendedorismo e Negócios Sustentáveis da FAS, expressou sua satisfação
com o início da parceria e enfatizou o impacto positivo que ela terá para as
comunidades da Amazônia. “Este workshop é apenas o começo. Estamos criando soluções
colaborativas que irão beneficiar tanto o desenvolvimento econômico quanto
social, com um olhar atento para a profissionalização e a geração de renda das
comunidades”, afirmou Ana. Ela também destacou o caráter memorável da união
entre as duas instituições, uma parceria que visa o fortalecimento da cadeia
produtiva de pescado e a proteção dos recursos naturais da região.

Além das trocas de
conhecimento, o evento abriu caminho para futuras melhorias nos projetos de
pré-processamento de pescado, com a introdução de novos elementos como a
rastreabilidade e a certificação de origem. O foco está na criação de um modelo
que seja escalável e replicável em outras regiões da Amazônia, ampliando os
benefícios para um número maior de comunidades e fortalecendo as redes de
conservação e manejo sustentável.

O futuro da parceria

O Termo de Compartilhamento de
Inovação Aberta, assinado entre o Instituto Mamirauá e a FAS, prevê que ambas
as instituições compartilhem não apenas os resultados dos projetos em
andamento, mas também todas as melhorias e inovações que surjam ao longo da
parceria. Com a implementação das unidades de pré-beneficiamento de pescado, o
objetivo é não apenas aumentar a qualidade do produto, mas também gerar um
impacto econômico duradouro para as comunidades envolvidas.

O workshop realizado em 18 de
março é apenas o começo de uma colaboração que promete beneficiar a sociedade
como um todo, com soluções inovadoras que respeitam o meio ambiente e promovem
o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Com o apoio da tecnologia social e a
troca de experiências entre as organizações, espera-se que esse modelo se
expanda e inspire outras iniciativas de cooperação na região.

 

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