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Para reposição florestal, pesquisadores coletam sementes em Unidades de Conservação

Escrito por

Paulo Henrique Araujo

Publicado em

22/04/14

Pesquisadores do Instituto Mamirauá fizeram a primeira coleta de frutos deste ano para o trabalho de reposição florestal nas Reservas Mamirauá e Amanã. Sementes foram coletadas e serão estudadas para, posteriormente, serem transformadas em mudas e plantadas em áreas dessas unidades de conservação. A ação é uma iniciativa do projeto “Participação e Sustentabilidade: o uso adequado da biodiversidade e a redução das emissões de carbono nas florestas da Amazônia Central”, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, com financiamento do Fundo Amazônia.
O período de cheias dos rios dificulta o deslocamento dentro da floresta. Áreas que anteriormente eram transpostas a pé, agora são feitas em barcos. Essa dificuldade afeta vários pesquisadores que necessitam estar na reserva para adquirir dados. Mas entre os meses de abril e julho a maioria das árvores da várzea está em período de floração e frutificação, portanto está é a época exata para coleta de sementes, sendo necessário superar os desafios.
“É importante coletarmos no período correto de maturação. Não podemos coletar o fruto muito verde, nem atrasar muito para coletar. Precisamos ter o embrião desenvolvido dentro da semente, se você coleta muito cedo, esse embrião não estará desenvolvido e não haverá germinação. Se demorar muito tempo para coletar, podemos chegar em um momento que os frutos já tenham caído e sido dispersados”, comentou a pesquisadora do Instituto Mamirauá, Auristela Conserva.
Outra dificuldade para coletar é a altura das árvores. Os pesquisadores usam um podão para alcançar frutos em galhos altos, porém, muitas vezes, essa ferramenta não é suficiente para a coleta. Assim, um escalador é chamado para auxiliar na poda dos galhos. O problema é que, com a cheia das águas, muitos insetos se abrigam nas árvores. Formigas são comuns em galhos e elas não hesitam em atacar o escalador nas alturas.
Apesar das dificuldades, a coleta foi considerada bem sucedida pela pesquisadora. A equipe coletou mais de 4.000 frutos de ucuúba (Virola surinamensis), espécie considerada ameaçada, e de castanharana. “A expedição foi muito boa. Conseguimos duas espécies que estavam frutificando e coletamos muitos frutos. Precisamos de uma grande quantidade de frutos, porque fazemos três tratamentos de luz e quatro tratamentos de inundação para verificar as características de germinação, e esses tratamentos necessitam de quatro repetições com no mínimo 100 sementes. Logo precisamos entre duas ou três mil sementes”, expôs Conversa.
Texto: Paulo Araujo

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