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Para divulgar cuidados com a água, Instituto Mamirauá cria radionovela

Escrito por

João Cunha

Publicado em

20/03/18

Iniciativa é de pesquisadores e técnicos do instituto e será divulgada em regiões do interior da Amazônia, onde o rádio é um poderoso meio de comunicação

Sucesso em países como Brasil, México e Cuba, as radionovelas reuniam famílias na sala de estar de casa nos anos dourado do rádio, entre 1940 e 1970. No ar, histórias de amor, drama, comédia, suspense (às vezes, tudo ao mesmo tempo), que foram precursoras das novelas de tevê. O que no passado foi entretenimento, ainda pode servir de informação para muita gente. É o caso de “A Cor da Água”, radionovela criada e protagonizada por pesquisadores e técnicos do Instituto Mamirauá. A produção, cujo público são moradores de comunidades ribeirinhas da Amazônia, dá dicas para o tratamento adequado de água.

Na trama, a pequena Joana cai doente, vítima de uma enfermidade que ninguém sabe explicar. Certo mesmo é que, pouco antes, a menina brincava em um igarapé e acabou por beber a água de lá. No hospital, a mãe de Joana encontra Mercês, técnica do Programa Qualidade de Vida do Instituto Mamirauá, que orienta sobre como consumir e tratar a água, eliminando contaminações. Dicas simples, mas que fazem toda a diferença, como ferver a água e o uso de cloro.

Radionovela a serviço da qualidade água

A ideia de fazer “A Cor da Água” partiu do Grupo de Pesquisas em Inovação, Desenvolvimento e Adaptação de Tecnologias Sustentáveis (GPIDATs) do Instituto Mamirauá. De acordo com a pesquisadora Patrícia Müller, o formato da radionovela já tinha sido experimentado em atividades de sensibilização e se mostrou muito eficiente no diálogo com comunitários das Reservas Mamirauá e Amanã, no Amazonas, onde o grupo desenvolve projetos de qualidade de água e saneamento.

“As taxas mundiais de mortalidade por falta de saneamento são altas, especialmente entre crianças. Escolhemos a radionovela para tratar de um assunto sério, mas de uma forma a alcançar melhor nosso público, sensibilizando com a história”, explica. Segundo Patrícia, a radionovela pode ajudar informando sobre “atitudes pequenas, do cotidiano, como cuidar da água em casa, fervendo ou usando duas gotinhas de cloro, mas que podem evitar muitos problemas”.

“A Cor da Água” é seguida de duas entrevistas com a técnica Mercês Bezerra e a pesquisadora Patrícia Müller sobre tratamento de água e métodos alternativos de saneamento. A radionovela está sendo exibida dentro do programa de rádio “Ligado no Mamirauá”. Criado há 24 anos, o programa é veiculado pela Rádio Educação Rural, no município amazonense de Tefé, e alcança os ouvintes das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, onde é um sucesso de público.

A produção e divulgação da radionovela “A Cor da Água” faz parte da agenda especial do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em homenagem ao Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março.

Texto: João Cunha

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