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Para disseminar manejo de pesca, Instituto Mamirauá promove mais uma edição do curso de multiplicadores

Escrito por

Vanessa Eyng

Publicado em

28/04/14

O Instituto Mamirauá realizou de 14 a 24 de abril a 5ª edição do Curso de Multiplicadores em Gestão Compartilhada de Recursos Pesqueiros com foco no Manejo Participativo de Pirarucus. Durante 11 dias foram desenvolvidas atividades práticas, realizadas na Reserva Mamirauá, e apresentações que trataram dos fundamentos da biologia e ecologia do pirarucu, das ações prioritárias para o manejo, das bases antropológicas sobre modo de vida das populações ribeirinhas, entre outros assuntos. Cada tópico elucidou questões fundamentais sobre o manejo.

Ana Cláudia Torres, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, afirma que o curso é pensado “justamente para novos grupos de assessoria técnica, que estejam começando a dar suporte para comunidades ou para organização de pescadores. Para implementar o manejo, eles precisam ter um  direcionamento: que passos devem ser dados; a importância desses passos; o resultado e a importância do monitoramento dessas etapas; e principalmente como pensar esse processo, tentando fazer os ajustes que são necessários”.

No último dia de atividades, Pollianna Ferraz, pesquisadora do Instituto Mamirauá, apresentou as ações de monitoramento pesqueiro realizadas nos portos de Tefé e região. Pollianna ressaltou que este monitoramento permite “pensar em alternativas, começar a enxergar problemas e começar a pensar nas soluções para o manejo de pesca sustentável”. Os dados levantados ajudam a compreender e dimensionar a atividade de pesca, subsidiando as atividades de manejo.

Apostando na troca de experiências, Ana Cláudia enfatiza que “o modelo implantado em Mamirauá deve ser analisado e ajustado a cada contexto local”. Reaplicá-lo requer avaliações sobre as particularidades de cada caso, inclusive se o modelo pode ser expandido para o manejo de outras espécies. “Resolvi fazer a inscrição no curso por trabalhar em um ecossistema diferente, que é o ecossistema manguezal, e por trabalhar com outro recurso, que é o caranguejo, para tentar comparar e trazer a experiência que o Instituto tem na várzea para dinâmicas de outro ecossistema. Para mim a grande questão era tentar perceber como recursos diferentes podem se adaptar à mesma metodologia”, contou Patrick Passos, sociólogo da Secretaria de Estado de Pesca e Agricultura, do Pará.

 Luciana Melo, bióloga do Instituto Piagaçu, acredita que sua participação no curso foi fundamental.  “Estou borbulhando de ideias depois deste curso. Porque são inúmeras as ideias que nós tivemos aqui, que vão trazer melhorias para as comunidades, o que é o nosso principal objetivo”, comentou Luciana, apontando para um efeito multiplicador que o curso foi capaz de criar.

Texto: Vanessa Eyng

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