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Palestra aborda participação social em unidades de conservação

Escrito por

Francisco Rocha

Publicado em

21/06/13

Com o objetivo de discutir a participação social e a governança territorial nas Unidades de Conservação, o Grupo de Pesquisas Populações Ribeirinhas do Instituto Mamirauá promoveu a mesa-redonda: “A emergência da governança territorial a partir de experiências em Unidades de Conservação na Amazônia brasileira”, na última terça-feira, dia 20, em sua sede, em Tefé (AM). A atividade é parte da programação do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad/CAPES) que tem como objetivo o intercâmbio científico para formação de redes de cooperação no país através de projetos conjuntos de pesquisa e formação de alunos.

O palestrante foi o professor Pierre Teisserenc, doutor em sociologia e Professor visitante da Universidade Federal do Pará (UFPA) e como componentes da mesa a professora doutora Neide Esterci, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professora doutora Edila Moura, Líder do Grupo de Pesquisas Populações Ribeirinhas do Instituto Mamirauá e a professora doutora Maria José Aquino Teisserenc, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

A palestra foi focada na sociologia polí­tica das unidades de conservação e na participação social, tendo como base a ação pública e local, a governança dos recursos e bens comuns, e o território. Estas áreas, atualmente, estão em processo de transformação, algumas com conflitos sociais. Soluções estão sendo propostas com experiências vivenciadas por essas populações e com a realização de pesquisas científicas.

Falou-se também sobre a colaboração da pesquisa na construção das unidades de conservação e as linhas de pesquisas biológica e social. Segundo a socióloga Edila Moura, as formas de governança, organização e participação social interferem e influenciam diretamente no cotidiano das unidades de conservação. “É preciso saber quais elementos são necessários para se reposicionar e se colocar diante das questões que são apresentadas pelos grupos sociais que vivem e atuam em unidades de conservação e que exigem uma solução imediata”, afirmou a pesquisadora.

“O sujeito das nossas análises foram sempre aqueles que colocaram esperanças de dias melhores e essa é a ideia das unidades de conservação: conservar os recursos naturais, preservar o meio ambiente e valorizar o saber tradicional, mas também proporcionar melhores condições de vida a essas populações e isso só é possível com a participação e envolvimento social”, disse Edila.

Texto: Francisco Rocha

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