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Na Trilha da Vida, participantes refletem sobre conservação do meio ambiente

Escrito por

Eunice Venturi

Publicado em

10/06/13

De um lado, a floresta em seu estágio natural de conservação. Do outro, o mesmo ambiente e as interferências que poluem e degradam. Neste cenário, participantes da Semana de Meio Ambiente, promovida pelo Instituto Mamirauá, em Tefé (AM), percorreram os caminhos da “Trilha da Vida”. De olhos vendados, tentaram identificar os elementos da natureza, presentes na trilha.

A proposta foi apresentada na Escola Estadual Deputado Armando de Souza Mendes, onde a exposição aconteceu entre os dias 3 e 4 de junho. A iniciativa foi do projeto Aquavert, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental. Cerca de 150 visitantes participaram da atividade, que era realizada em aproximadamente cinco minutos.

Com apoio de um monitor, os participantes percorriam a trilha e, no primeiro estágio, de pés descalços, tinham contato com um ambiente de praia, e depois tentavam identificar as espécies de vertebrados aquáticos. Em seguida, passavam pela floresta, em um cenário que representou espécies da fauna amazônica, conhecendo cheiros, sabores e formas. Nesta última fase, da trilha sem agressões, eles tentavam identificar algumas frutas e artefatos da produção de farinha e apetrechos de pesca.

“É uma coisa curiosa, fascinante, pois trabalha bastante os sentidos. É um lance de conscientização”, analisou o estudante Francisco Assunção, da Escola Estadual Deputado Armando de Souza Mendes.

A segunda etapa da trilha representou um ambiente com interferências humanas. Poluição, desmatamento, queimadas, morte de animais foram alguns dos cenários apresentados. Depois desta caminhada, os participantes ficavam em frente a um espelho, onde a venda era tirada e o discurso de responsabilidade apresentado. As percepções foram as mais variadas:

“Eu achei interessante, porque a gente passa pela mata, como ela é. Sem a agressão do homem. Depois a gente passa pela trilha quando o homem já agrediu, quando ele já polui, já jogou lixo, já botou fogo. E no final, a gente tira a venda e vê que nós mesmos podemos ser os responsáveis pela destruição ou pela preservação”, disse a estudante de pedagogia Meg Deizy de Mendes.

Segundo Kelly Torralvo, bióloga do projeto Aquavert, a Trilha da Vida é uma metodologia de educação ambiental, criada em 1997, por José Matarezi, professor da Universidade do Vale do Itajaí. “A ideia foi trazer à Semana de Meio Ambiente uma proposta que pudesse permitir uma vivência aos participantes, utilizando os sentidos. Observamos que os participantes conseguiam, ao sentir o corte na árvore, por exemplo, associar ao desmatamento”, concluiu a bióloga.

Texto: Eunice Venturi

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