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Monitoramento de atividade pecuária propõe entender o caráter e a dinâmica da atividade na Reserva Amanã

Escrito por

Amanda Lelis

Publicado em

19/09/14

No segundo semestre de 2014, o Instituto Mamirauá iniciou o Monitoramento das atividades de criação de bubalinos e bovinos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. A iniciativa é realizada com o objetivo de atualizar os dados coletados em duas edições anteriores, uma em 2005 e outra em 2010.

De acordo com Fábio Paz, técnico florestal e assistente de pesquisas do GP em Agricultura Amazônica, Biodiversidade e Manejo Sustentável do Instituto, a proposta é ampliar o conhecimento sobre a dimensão e a dinâmica das atividades pecuárias. “Esse levantamento visa buscar informações sobre o impacto que essa atividade pode causar na floresta, já que trata-se de uma entre as várias atividades econômicas praticadas ali, voltadas para arrecadação de capital e reserva de bem. Essa reserva  é a utilização do recurso gerado pela atividade em determinadas situações tidas como emergenciais ou planejadas, como aquisição de uma embarcação, gerador de luz, até em casos de doenças, ou seja, trata-se de uma garantia segundo os criadores de gado”, afirma Fábio.

O levantamento envolve a identificação prévia dos criadores de gado, entrevistas, contabilização do rebanho, característica das áreas de pastagens, georreferenciamento das áreas, entre outras informações. “Estamos seguindo os mesmos passos dos levantamentos anteriores, tendo o cuidado de observar o ingresso de novos criadores ou abandono da atividade por outros”, enfatizou Fábio.

No último levantamento realizado em 2010 foi observado que a pecuária era praticada por 58 famílias, em 58 áreas de pastejo, a maioria em terra firme, e com um total de 735 cabeças de gado, sendo que 60% desse total eram bubalinos e 40% bovinos. Esses dados servem como base de comparação para o estudo iniciado em 2014.

Esse estudo também visa subsidiar o Plano de Gestão da Reserva Amanã, observando o impacto que essa atividade pode causar nessa unidade de conservação e sua importância social, podendo indicar caminhos de manejo nas áreas de pastagem.

Estas ações fazem parte do projeto “Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central” – BioREC – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.

Por Amanda Lelis

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