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Metodologia de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá recebe reconhecimento nacional

Escrito por

Amanda Lelis

Publicado em

15/08/17

O manejo florestal comunitário é uma das tecnologias sociais certificadas pela Fundação Banco do Brasil em 2017. Reconhecimento fortalece manejo e abre caminhos para que a metodologia seja replicada em outros lugares do Brasil

Utilizar os recursos naturais provenientes da floresta com sustentabilidade, conciliando a conservação do meio ambiente com o desenvolvimento social e econômico das populações tradicionais da Amazônia. Este é um dos princípios do Manejo Florestal Comunitário, realizado na Reserva Mamirauá, com assessoria técnica do Instituto Mamirauá.  Esta tecnologia social recebeu a certificação da Fundação Banco do Brasil, primeira fase da classificação para o Prêmio de Tecnologia Social da instituição. Neste ano, foram 735 iniciativas inscritas. O manejo florestal está entre as 173 ações consideradas aptas para a certificação. Confira os finalistas do prêmio.

Esta é a nona edição da premiação e é a terceira vez que uma iniciativa do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), recebe o reconhecimento. Em 2015, a “Gestão Participativa dos Recursos Pesqueiros” foi um dos vencedores da premiação e, em 2012, o “Sistema de Bombeamento e Abastecimento de Água com Energia Solar” também foi certificado pela Fundação.

Com a certificação, as iniciativas passam a fazer parte do Banco de Tecnologia Social da Fundação BB, servindo de exemplo como uma iniciativa viável para ser reaplicada em outras localidades. “Nosso objetivo é melhorar a vida das pessoas através do reconhecimento e da reaplicação de tecnologias sociais que já deram certo em diversas localidades. Aproximamos a sabedoria popular ao conhecimento técnico para proporcionar o desenvolvimento social em escala”, comentou o presidente da Fundação, Asclepius Soares.

Manejo florestal

Claudio Anholetto, coordenador do Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá, afirmou que a certificação do Banco do Brasil é “o reconhecimento de um trabalho de longo prazo, desenvolvido e aprimorado por seus participantes ao longo de quase duas décadas”. De acordo com ele, o “manejo florestal é uma alternativa de geração de renda para diversas comunidades amazônicas, e esta nova certificação é uma possibilidade de disseminação da tecnologia, para ser um modelo para outras comunidades que ainda não o desenvolvem”.

Participar do prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social tem mais um benefício: divulgar o que é o manejo florestal madeireiro e suas vantagens para a conservação da natureza.  “O manejo florestal madeireiro ainda não possui uma imagem consolidada na sociedade e pode ser confundido com a exploração insustentável dos recursos florestais”, explicou Claudio. “No entanto, o manejo segue preceitos e aplica métodos que visam a manutenção da capacidade de resiliência da floresta, garantindo sua continuidade de uma maneira mais próxima à complexidade do ambiente original”.

O Programa de Manejo Florestal Comunitário do Instituto Mamirauá conta com o financiamento do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). O prêmio da Fundação do Banco do Brasil tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Texto: Amanda Lelis *com informações da Fundação Banco do Brasil.

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