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Instituto Mamirauá promove curso de multiplicadores em gestão de áreas protegidas

Escrito por

Amanda Lelis

Publicado em

27/08/14

Com o objetivo de disseminar ferramentas de gestão de unidades de conservação (UC) de uso sustentável, o Instituto Mamirauá realiza o curso “Ferramentas para a gestão de áreas protegidas”. Participam estudantes e profissionais, envolvidos ou que pretendem desenvolver ações de gestão de UCs. O curso acontece de 19 a 30 de agosto na sede do Instituto Mamirauá, em Tefé (AM), e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.
O conteúdo do curso foi centrado em cinco tópicos: Ferramentas de biologia e ecologia para conservação da biodiversidade; Ferramentas antropológicas para a conservação; Diagnóstico e monitoramento; Ferramentas da gestão comunitária e uso sustentável. Os 12 alunos inscritos participam de aulas teóricas e práticas com os especialistas da instituição.
De acordo com Oscarina Martins dos Santos, técnica de gestão comunitária do Instituto Mamirauá, o curso vem sendo planejado desde 2013, com foco na troca de experiências entre especialistas de todo o Brasil. “Começamos a organizar esse curso desde o ano passado, pensando de que forma poderíamos dividir nossa experiência com outras áreas, com outras pessoas. Não queremos só repassar nossa experiência, mas fazer uma troca. A gente entende que em outras unidades de conservação, outras instituições tenham trabalhos que também sejam importantes, usem técnicas diferentes das nossas”, reforçou Oscarina.
Como parte das atividades práticas do curso, os alunos visitaram a comunidade Jurupari, localizada no setor Mamirauá, fora dos limites da Reserva Mamirauá. Desde novembro de 2013, a comunidade é assessorada pelo Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá para criação de um acordo de pesca. Foram realizadas algumas reuniões, e o momento atual é de identificação dos envolvidos na atividade pesqueira e possíveis conflitos inerentes ao uso da área proposta para o acordo. Segundo os moradores, fazem parte da comunidade cerca de 160 pessoas, e 22 desses são pescadores.
“Na comunidade, exercitamos ferramentas, com os alunos do curso para que se inteirassem ou rememorassem algumas técnicas. No Instituto Mamirauá, desde que começamos a utilizá-las o nosso trabalho passou a render muito mais no sentido de estabelecer uma relação de confiança com as comunidades, de levantar informações, e também de implementar e assessorar iniciativas de manejo de recursos naturais. O papel do instituto é oferecer uma assessoria técnica, mas o manejo é feito e mantido pela comunidade”, afirmou Paulo Roberto e Souza, responsável pelas ações de proteção ambiental no Instituto Mamirauá.
Os alunos tiveram a oportunidade de acompanhar o início do trabalho em Jurupari, com a identificação das realidades locais e interlocução com os manejadores, implementando as técnicas apreendidas durante as aulas. A oceanógrafa Débora Gutierrez é uma das participantes do curso, e trabalha no litoral do estado de São Paulo, no plano de manejo das áreas de Proteção Ambiental (APAs) marinhas. De acordo com ela, no trabalho de manejo, seu projeto lida constantemente com comunidades de pescadores, comunidades quilombolas e comunidades indígenas que se relacionam de alguma maneira com o ambiente marinho.
“É interessante ver outro ambiente distinto do que trabalho, com outras realidades, entender como as comunidades do Amazonas se relacionam com a terra. Eu trabalho diretamente com a parte socioambiental do projeto, estou vendo no curso algumas ferramentas de pesquisa para fazer avaliação e monitoramento biológico, para conhecer a realidade e entender a dinâmica socioambiental dessas comunidades. A questão do monitoramento biológico ainda é um gargalo, eu achei interessante a possibilidade de fazer um monitoramento participativo com atuação direta das comunidades. Acredito que, dadas as devidas proporções, talvez a gente consiga adaptar os mecanismos usados pelo Mamirauá para trabalhar na Mata Atlântica também”, afirmou Gutierrez.
Por Amanda Lelis

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