©

Instituto Mamirauá participa de workshop sobre domesticação de plantas na Amazônia

Escrito por

João Cunha

Publicado em

27/03/18

Colaboração internacional finaliza com o workshop um projeto sobre o histórico de espécies vegetais no Alto Rio Madeira. Instituto Mamirauá é uma das instituições convidadas com vistas a ampliar as pesquisas sobre o tema na região amazônica 

A alimentação pode revelar muitos detalhes do passado de ocupação humana na Amazônia. Esse é um dos focos dos estudos com colaboração do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Universidade de São Paulo e Universidade de Exeter. O projeto será encerrado com o 2° Workshop of the Upper Madeira River project, que acontece nos dias 27 e 28 de março, em Manaus, e o Instituto Mamirauá é um dos convidados para trocar experiências em uma rede científica sobre o histórico das plantas na bacia amazônica.

As pesquisas, financiadas pelo Fundo Newton, se concentraram na região do Alto Rio Madeira, estado do Amazonas, na origem da domesticação de espécies vegetais. Em outra parte da Amazônia, conhecida como Médio Solimões, o Instituto Mamirauá vem desenvolvendo investigações da mesma natureza e vai trazer essa experiência ao workshop.

As pesquisadoras Márjorie Lima e Mariana Cassino representam o Laboratório de Arqueologia do Instituto Mamirauá no evento. Elas vão apresentar um panorama dos estudos conduzidos pelo grupo nos últimos anos, com atenção especial a “análise das plantas sob uma perspectiva histórica, que é compreender como as populações humanas ao longo do tempo se relacionaram com as plantas e de que forma esse relacionamento levou a transformações da paisagem”, explica Mariana.

“Nossa expectativa é mostrar os trabalhos do Instituto Mamirauá nesse sentido e pensar juntos em como integrar esforços, expandir nossas áreas de atuação, em uma busca mais profunda”, conta a pesquisadora do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Segundo ela, cujas pesquisas trazem o diálogo entre Arqueologia e Botânica, os dados coletados pelo Instituto Mamirauá corroboram uma visão mais ampla e científica da Amazônia pré-colonial bastante diversa em termos de apropriações e domesticações da paisagem.

“Esses dados mostram que muitas vezes os efeitos do manejo e domesticação são mais sutis do que podemos imaginar. Os pesquisadores pensam cada vez mais que as populações amazônicas do passado interviam na paisagem de diversas formas, de cultivo, corte, queima, mas também através de sistemas agroflorestais, cultivo de espécies arbóreas, que é algo muito emblemático da Amazônia, temos muitas árvores nativas e frutíferas com algum grau de domesticação”, complementa.

“No cerne dessas pesquisas está a questão Qual é o papel da agricultura para essas sociedades amazônicas do passado? Será que ela foi tão importante a ponto de existir uma transição marcada ou uma dicotomia entre sociedades caçadoras coletoras e sociedades agricultoras?”, diz Márjorie Lima.

Texto: João Cunha

últimas notícias

Instituto Mamirauá disponibiliza novas edições de cartilhas sobre manejo do pirarucu 

O Instituto Mamirauá disponibilizou, nesta segunda-feira (27), duas novas cartilhas voltadas ao fortalecimento do manejo sustentável do […]

Tácio Melo
31 de janeiro de 2026

Tácio Melo
31 de janeiro de 2026

Posicionamento da Iniciativa de Golfinhos de Rio da América do Sul, SARDI, sobre avaliação da saúde de golfinhos de rio 

Desde o ano de 2021, a iniciativa SARDI (Iniciativa de Golfinhos de Rio da América do Sul), juntamente com […]

WWF Brasil
29 de janeiro de 2026

Instituto Mamirauá e parceiros capacitam 50 agentes de saúde em tratamento de água, saneamento e higiene em Tefé, Amazonas

Treinamento visa fortalecer a atuação desses profissionais, principais atores da saúde pública na Amazônia, em regiões com […]

Instituto Mamirauá
18 de dezembro de 2025

Ministério da Saúde e Instituto Mamirauá firmam acordo para fortalecer ações de saúde indígena no Médio Solimões.

16 de dezembro de 2025

Mulheres do Teçume d’Amazônia celebram 25 anos de história, memória e fortalecimento comunitário 

16 de dezembro de 2025

Feira do Caranguejo movimenta Castanhal com comercialização sustentável e valorização dos caranguejeiros

15 de dezembro de 2025

4ª edição do Curso de Multiplicadores em Manejo Comunitário de Jacarés fortalece as estratégias participativas de conservação da biodiversidade

11 de dezembro de 2025

Instituto Mamirauá na COP 30: ciência, cooperação e futuro para a Amazônia

5 de dezembro de 2025

últimas notícias

É o Dia das Mulheres na Ciência: Instituto Mamirauá fortalece equidade de gênero na Amazônia por meio da pesquisa e valorização de saberes tradicionais 

As mulheres são maioria nas universidades e pós-graduações brasileiras. No entanto, a representatividade feminina é baixa em […]

Instituto Mamirauá
11 de fevereiro de 2026

Instituto Mamirauá
11 de fevereiro de 2026

Instituto Mamirauá realiza expedição para mapeamento de riscos ambientais em 50 comunidades do Médio Solimões. 

No dia 20 de janeiro, a “Expedição de Mapeamento de Riscos e Desastres no Médio Solimões” partiu […]

Tácio Melo
11 de fevereiro de 2026

Nota de Falecimento – Raimundo Nonato Corrêa da Silva, “Lulu”

É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do manejador Raimundo Nonato Corrêa da Silva, carinhosamente conhecido […]

Instituto Mamirauá
4 de fevereiro de 2026

Instituto Mamirauá disponibiliza novas edições de cartilhas sobre manejo do pirarucu 

31 de janeiro de 2026

Posicionamento da Iniciativa de Golfinhos de Rio da América do Sul, SARDI, sobre avaliação da saúde de golfinhos de rio 

29 de janeiro de 2026

Instituto Mamirauá e parceiros capacitam 50 agentes de saúde em tratamento de água, saneamento e higiene em Tefé, Amazonas

18 de dezembro de 2025

Ministério da Saúde e Instituto Mamirauá firmam acordo para fortalecer ações de saúde indígena no Médio Solimões.

16 de dezembro de 2025

Mulheres do Teçume d’Amazônia celebram 25 anos de história, memória e fortalecimento comunitário 

16 de dezembro de 2025

Secret Link