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Ecologia e manejo florestal em várzeas da Amazônia em destaque no Congresso Florestal Latino-Americano

Escrito por

João Cunha

Publicado em

13/06/18

Sétima edição do congresso acontece até sexta-feira, 15 de junho, em Vitória, Espírito Santo

Cientistas, técnicos e demais profissionais da área florestal estão reunidos desde a última terça-feira (12/06) em Vitória, Espírito Santo, para o VII Congresso Florestal Latino-Americano (CONFLAT). O Brasil recebe pela primeira vez o evento, com a missão de debater a conservação e produção nas florestas diante o cenário de mudanças climáticas. O Instituto Mamirauá integra a programação e apresenta, hoje (13), estudos recentes em ecologia nas várzeas, as florestas alagáveis da Amazônia.

A pesquisadora Tamara Felipim, do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá, representa a instituição com duas pesquisas. O foco das investigações é entender melhor os ambientes e fornecer dados para apoiar o manejo florestal realizado dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no estado do Amazonas. A metodologia é aplicada junto com as comunidades locais há mais de 10 anos, com assessoria técnica do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Uma das pesquisas em destaque nessa edição do CONFLAT mostra um panorama da população de árvores em parcelas de floresta monitoradas antes da atividade de manejo. Foram avaliados a quantidade de árvores e número de espécies por parcela, além do tamanho de diâmetro de cada indivíduo.

“Levando em consideração os princípios da sustentabilidade na exploração florestal, a área inventariada apresenta as características populacionais, ecológicas, legislativas e produtivas que subsidiam o manejo florestal”, aponta a pesquisa, que é assinada por Tamara e outros membros do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal.

O outro estudo acompanhou a regeneração em clareiras, que são os espaços abertos na floresta, depois da retirada da madeira. Quatorze áreas foram monitoradas entre 2016 e 2017, com foco em espécies regionais de árvore com valor comercial, como o assacu e o louro-inamuí.

“A fim de gerar informação capaz de reduzir o impacto da exploração manejada de madeira em área de várzea na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM), verificamos a regeneração de espécies arbóreas em clareiras resultantes dessa atividade”, ressalta a pesquisa, cuja a primeira autora é a cientista Sarah Magalhães.

As duas pesquisas do Instituto Mamirauá fazem parte do projeto Mamirauá: Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação (BioREC). O projeto tem recursos do Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os trabalhos cientí­ficos serão apresentados na seção “Manejo Florestal” do VII Congresso Florestal Latino-Americano (CONFLAT), em formato web pôster.

Texto: João Cunha

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