Sanitários Seco e Hídrico Adaptados às Áreas Alagáveis

Modelos de saneamento pensados para a várzea amazônica, desenvolvidos e avaliados pelo Instituto Mamirauá ao longo de 20 anos nas Reservas Mamirauá e Amanã.

O desafio do saneamento na várzea

O modelo de sanitário existente na várzea é o das fossas negras, que facilitam o contato das fezes com a água do rio e do solo, devido às chuvas abundantes e às inundações anuais. As construções feitas nesses locais devem ser adaptadas para resistir à inundação e estar de acordo com os anseios dos moradores.

Com a intenção de aprimorar essas adaptações, o Instituto Mamirauá instalou diversos sanitários ao longo de 20 anos nas Reservas Mamirauá e Amanã. Os sanitários hídricos e secos apresentados aqui foram desenvolvidos a partir dos aspectos positivos encontrados nas experiências anteriores e fazem parte de uma pesquisa que avalia seu uso e sua eficiência na redução do potencial de contaminação das fezes.

Dois modelos de sanitário

Sanitário hídrico

Também chamado de convencional, possui um assento comum (vaso sanitário), uma pia para higienização das mãos e um sistema de tratamento do esgoto, que consiste em duas fossas sépticas de plástico, um pós-tratamento com filtro plantado e um sumidouro no solo. O sanitário e seu sistema de tratamento do esgoto ficam sobre uma estrutura de concreto e foram instalados acima do nível da água, para que não fossem alagados durante a cheia, evitando a contaminação da água.

Sanitário seco

Com separação de urina, não usa água para o transporte de dejetos. A urina e as fezes ficam armazenadas em depósitos diferentes durante alguns meses, para desidratação e higienização. Com a instalação de um tubo de ventilação e a adição de materiais secos às fezes, como pó de serra, cinza ou terra, o sanitário não tem mau cheiro e é agradável ao uso. Também construído acima do solo, protege o solo e a água. Após a higienização, os produtos podem ser aproveitados como fertilizante ou descartados no solo.

Realização

  • Grupo de Pesquisa Populações Ribeirinhas, modos de vida e políticas públicas na Amazônia
  • Programa Qualidade de Vida do Instituto Mamirauá

Apoio

  • Comunidades das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã