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Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

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Rafael Forte

“A reserva não é apenas de uma pessoa”

07/03/2018

Caio Melo (foto) representa a Reserva Extrativista Catuá-Ipixuna

Laís Maia

Atuar conscientizando os demais moradores da Reserva Extrativista do Catuá-Ipixuna e orientar quanto à importância da proteção do local e conservação dos recursos naturais. Esta é a prioridade do estudante Caio Melo de Carvalho, 21 anos, nascido e criado na comunidade Santa Luiza do Boia, no Amazonas. Ele é um dos estudantes do Centro Vocacional Tecnológico (CVT) do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Os desafios enfrentados na reserva foram os motivadores para a busca pela informação. O CVT é uma iniciativa que forma e capacita as pessoas a fim de levar o conhecimento para dentro da comunidade onde moram. A influência da prima, Isabel Melo de Carvalho, presidente da Resex e integrante da primeira turma do CVT, também foi determinante. “Eu pude ver o crescimento e a importância do trabalho dela”. 

Para o plano de ação que deverá ser aplicado em sua comunidade, Caio escolheu focar em dois aspectos: organização e fiscalização. “A organização é o ponto de partida para resolver qualquer coisa”, afirmou o jovem. Caio pretende, ainda, mobilizar outros comunitários a buscarem conhecimento. “Nós temos dificuldade em encontrar pessoas interessadas a se tornarem lideranças dentro da comunidade”. Para ele, o desinteresse ocorre porque os jovens querem resultados rápidos, e, por isso, muitos projetos acabam não indo para frente.

Conscientizar para proteger

Para construir seu plano de trabalho, Caio recebe orientação do técnico do Programa de Gestão Comunitária (PGC) do Instituto Mamirauá e locutor do programa de rádio “Ligados no Mamirauá”, Marco Lopes. Segundo o locutor, o rádio é um espaço de diálogo e uma porta de entrada do instituto nas comunidades. Caio também vê o rádio como uma ferramenta essencial para mobilizar a população.

Para o estudante, conscientizar é o caminho para resolver o problema da fiscalização. “É importante conversar com os comunitários, explicar a relevância da unidade de conservação”. A participação e o envolvimento dos moradores são fatores fundamentais. “Os comunitários também precisam fazer esse papel de fiscalização e conscientização e não ficarem esperando apenas o agente ambiental voluntário. A reserva não é apenas de uma pessoa, é de todos nós que moramos aqui dentro”, afirma o jovem.

O Centro Vocacional Tecnológico do Instituto Mamirauá conta com recursos da Gordon and Betty Moore Foundation.

Texto: Laís Maia

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