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Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

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Rafael Forte

Reserva Amanã é reconhecida como sítio Ramsar

28/03/2018

Soninha Vill
Três novas áreas úmidas brasileiras foram reconhecidas na última semana como sítios Ramsar, título conferido pela Convenção de Ramsar, que promove a proteção e a sustentabilidade de habitats aquáticos em todo o mundo. Com isso, o Brasil passou a ser o primeiro colocado do mundo, com a maior extensão de áreas tituladas pela Convenção. O anúncio ocorreu em evento no Fórum Mundial da Água, que ocorreu em Brasília.
 
Esses três novos sítios anunciados incluem o mosaico de unidades de conservação federais, estaduais e municipais do Rio Negro, no Amazonas, em uma área de 12 milhões de hectares, do qual a Reserva Amanã faz parte. Criada por decreto estadual em 4 de agosto de 1998, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã está localizada na região do médio curso do rio Solimões, próximo à confluência com o rio Japurá, a aproximadamente 650 km, a oeste da cidade de Manaus.
 
Amanã é uma das maiores áreas protegidas em floresta tropical na América do Sul, com 2.350.000 hectares. Abrange terras dos municípios de Maraã, Barcelos e Coari. Associada aos vizinhos: Parque Nacional do Jaú (2.272.000 ha) e  Reserva Mamirauá (1.124.000 ha), forma uma área contígua de proteção com cerca de 5.746.000 ha, área superior aos territórios de países como Costa Rica e Suíça.
 
Com a inclusão desses três sítios aos 22 já existentes, o país é, agora, o que detém a maior extensão em áreas reconhecidas como Sítio Ramsar. O título internacional contribui para que essas regiões conquistem novas parcerias, acordos de cooperação, apoio às pesquisas e obtenção de financiamento de projetos de preservação e conservação ambientais. 
 
A diretora de Conservação de Ecossistemas do MMA, Ana Paula Prates, destacou a importância do reconhecimento, em especial os do Rio Negro e dos Manguezais da Foz do Amazonas. “É uma inovação enorme. Esses são os primeiros sítios regionais que conectam várias unidades de conservação e terras indígenas”, explicou. Considerado o maior Sítio Ramsar do mundo, o mosaico do Rio Negro é integrado por 17 unidades de conservação, federais, estaduais e municipais e oito terras indígenas. Já o sítio dos Manguezais da Foz do Amazonas é formado por 23 Ucs federais e estaduais. 
 
Com informações do Ministério do Meio Ambiente 
 

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