Instituto Mamirauá - Conservação na Amazônia - Nova geração da Boa Esperança - https://mamiraua.org.br/pt-br/comunicacao/noticias/2018/2/10/nova-geracao-da-boa-esperanca/

Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá

Notícias

Rafael Forte

Nova geração da Boa Esperança

10/02/2018

Laís Maia

Raimunda Reis mora na comunidade Boa Esperança, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. A jovem de 24 anos iniciou, em 2017, as aulas no Centro Vocacional Tecnológico (CVT) do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O interesse pelo conhecimento parece ser de família. Raimunda é sobrinha do agente ambiental voluntário Luiz Sérgio dos Reis, liderança comunitária conhecida pela frase “informação é poder e alimenta”.

Desde março de 2017, a jovem saiu de sua comunidade para morar em Tefé, onde passou a ter aulas diariamente na sede do Instituto Mamirauá. Para ela, estar no CVT é uma oportunidade de adquirir conhecimento e experiência para auxiliar em processos importantes na Boa Esperança. “Fico feliz em poder contribuir com a comunidade, ao levar o entendimento da parte técnica de processos e auxiliar na elaboração de relatório e documentos importantes para associação”.

Em maio, Raimunda esteve em sua comunidade para acompanhar a inauguração da Casa de Polpas de Frutas. O projeto, realizado pelo Instituto Mamirauá, propõe conciliar a conservação da floresta com o uso sustentável dos recursos naturais e com a valorização dos modos de vida tradicionais da população. “Um dos meus objetivos é poder ajudar na gestão da Casa de Polpas de Frutas, repassando o conhecimento que estou adquirindo aqui”.

Nos dias que antecederam a inauguração, a estudante esteve envolvida, junto aos moradores, em oficinas promovidas pelo Instituto Mamirauá com o intuito de capacitar a população local a gerir a Casa de Polpas. “Foi um momento importante para mim porque eu pude me envolver mais com o grupo e entender todo o processo pelo qual eles passaram até o momento da inauguração”, relembra Raimunda.

De volta às salas de aulas, a jovem ressalta a variedade de temas abordados nas aulas do CVT, mas destaca o seu aprendizado na área do manejo de agroecossistemas. “Eu aprendi a importância do uso sustentável do solo e conheci uma forma de produção que ajuda a terra a se recuperar e, ao mesmo tempo, é vantajosa para quem está plantando”, explica.

O Centro Vocacional Tecnológico é uma unidade de ensino e de profissionalização, voltado para difusão do acesso ao conhecimento científico e tecnológico. A iniciativa busca capacitar lideranças e contribuir com o empoderamento de jovens no Amazonas. O programa conta com financiamento da Gordon and Betty Moore Foundation.

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