O Instituto Mamirauá integrou o lançamento da publicação “Caminhos para a Ciência Pan-Amazônica” durante a COP30, em Belém (PA). A obra, desenvolvida pela Rede Bioamazonia, reúne contribuições de pesquisadores de oito instituições amazônicas e propõe uma visão integrada da ciência regional para enfrentar a crise climática.
No sábado, 15, a Rede Bioamazonia apresentou em Belém (PA) sua primeira publicação colaborativa, intitulada “Caminhos para a Ciência Pan-Amazônica”. O lançamento ocorreu durante o evento de mesmo nome, realizado no auditório da Estação Amazônia Sempre, no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, e marcou o encerramento da programação da Rede na primeira semana da COP30.
A publicação reúne notas conceituais elaboradas por pesquisadores e especialistas das oito instituições que integram a Rede Bioamazonia: o Instituto Mamirauá (Brasil), o Museu Paraense Emílio Goeldi (Brasil), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Brasil), o Instituto Humboldt (Colômbia), o Instituto SINCHI (Colômbia), o Instituto Nacional de Biodiversidade (Equador), o Instituto de Pesquisa da Amazônia Peruana (Peru) e o Instituto de Ecologia da Universidade Mayor de San Andrés (Bolívia).
O evento reuniu lideranças científicas dos países amazônicos, entre elas João Valsecchi do Amaral, diretor do Instituto Mamirauá (Brasil); Luz Marina Mantilla Cárdenas, diretora do Instituto SINCHI (Colômbia) e presidenta da Rede Bioamazonia; Henrique dos Santos Pereira, diretor do INPA (Brasil) e vice-presidente da Rede; Carmen Rosa García Dávila, presidente executiva do IIAP (Peru); Diego Javier Inclán Luna, diretor executivo do INABIO (Equador); Hernando García Martínez, diretor do Instituto Humboldt (Colômbia); Nilson Gabas Jr., diretor do Museu Goeldi (Brasil); e Mónica Moraes, docente pesquisadora do Instituto de Ecologia da UMSA (Bolívia).
Durante a cerimônia de lançamento, João Valsecchi destacou o caráter colaborativo e o potencial de impacto da Rede Bioamazonia: “A rede nasce com a expectativa de traduzir uma ciência feita de forma coletiva, com parceiros que pensam e atuam juntos em toda a Amazônia. Nosso desafio agora é transformar esse conhecimento em impacto, em escala regional e global”.
Já a presidenta da Rede Bioamazonia, Luz Marina Mantilla Cárdenas, ressaltou o compromisso científico e social da iniciativa: “Esta é uma rede genuína: não inventa seus dados, produz seus dados. Aqui há a possibilidade de organizar e harmonizar o conhecimento para orientar não só a ciência, mas também soluções para desafios sociais que enfrentamos hoje”, afirmou.
Caminhos para a Ciência Pan-Amazônica
Estruturado em quatro eixos estratégicos (bioeconomia, sistemas de conhecimento e governança local, conhecimento e gestão da biodiversidade e conflitos e ameaças), o documento propõe uma abordagem integrada e pan-amazônica da ciência, destacando a importância da cooperação transfronteiriça para enfrentar a crise climática e promover soluções sustentáveis baseadas nos conhecimentos gerados na região. A obra foi publicada pela Editora INPA, com ilustrações da artista Hadna Abreu, e contou com apoio técnico e financeiro do Programa Amazônia Sempre, coordenado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A publicação está disponível gratuitamente no link https://redbioamazonia.org/wp-content/uploads/2025/11/Caminos-hacia-la-ciencia-panamazonica-ebook.pdf
Além do lançamento do documento, o público teve acesso à exposição fotográfica “Amazônia a olhos vistos”, que segue aberta até o dia 21 de novembro, próximo ao Centro de Exposições Eduardo Galvão, também no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi. A exposição foi organizada pelo Instituto Mamirauá, também com o apoio da Rede e seus financiadores.