Evento acontecem no Peru e reúne institutos de pesquisa de oito países amazônicos para fortalecer a cooperação científica e promover soluções sustentáveis baseadas na bioeconomia, inovação e saberes tradicionais do bioma.

O encontro internacional reúne especialistas de cinco países amazônicos para promover uma agenda comum baseada em ciência, tecnologia e conhecimento ancestral, com vistas à COP 30 no Brasil.Crédito: Divulgação IIAP
Entre os dias 26 e 30 de maio de 2025, a cidade de Iquitos, no Peru, sedia a segunda reunião anual da Rede Bioamazônia – uma iniciativa que integra os principais institutos de pesquisa da Pan-Amazônia com o objetivo de promover a conservação, inovação e uso sustentável da biodiversidade na região. O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é um dos representantes brasileiros presentes no encontro, reafirmando seu compromisso com a ciência e a cooperação regional.
A 2ª Reunião Anual da Rede Bioamazônia também marca um importante momento preparatório para a 30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP30), que será sediada em Belém, em 2025. A articulação científica promovida pela Rede é estratégica para garantir que os países amazônicos apresentem soluções integradas, baseadas em evidências, para os desafios ambientais e sociais da região. Ao reunir os principais institutos de pesquisa da Pan-Amazônia, o encontro fortalece a construção de uma agenda comum, que valoriza a ciência, os saberes tradicionais e a cooperação regional como pilares essenciais para o futuro sustentável da Amazônia.
O evento foi aberto oficialmente nesta segunda-feira (26), no auditório do Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP), com uma programação dedicada ao fortalecimento da bioeconomia amazônica, à valorização dos conhecimentos ancestrais e à promoção da ciência como base para políticas públicas sustentáveis. A cerimônia contou com falas da Dra. Carmen Rosa García Dávila (IIAP), Dra. Tatiana Schor (BID), Dra. Luz Marina Mantilla (presidente da Rede), e do Ministro do Meio Ambiente do Peru, Dr. Juan Carlos Castro Vargas.
Saberes tradicionais e inovação caminham juntos no encontro em Iquitos

O diretor-geral do Instituto Mamirauá, João Valsecchi do Amaral, em apresentação na 2ª Reunião Anual da Rede Bioamazônia. Crédito: Divulgação Rede Bioamazônia
Em seu discurso, o Ministro destacou a importância do evento e da Rede: “A ciência, sem dúvida alguma, é essencial para tomarmos decisões em políticas públicas que vão ajudar a melhorar a vida das pessoas. A cidade de Iquitos recebe com muito carinho e amor a segunda reunião anual e as pessoas que constroem a Rede Bioamazônia”.
Durante a mesa-redonda “Diálogo de Saberes”, que reuniu representantes dos oito institutos membros, o diretor-geral do Instituto Mamirauá, João Valsecchi do Amaral, enfatizou o papel estratégico da rede no fortalecimento da cooperação científica entre os países amazônicos:
“Neste segundo encontro, proporcionamos um espaço de interação entre mais de 60 pesquisadores e contamos com a presença de todos os diretores dos oito institutos de pesquisa que compõem a rede. Pretendemos intensificar a cooperação técnica e científica para buscarmos, conjuntamente, soluções para os desafios do desenvolvimento econômico sustentável da Amazônia, sempre baseado no conhecimento científico e em plena cooperação com os povos da região, respeitando e valorizando a imensa diversidade étnica e cultural e as múltiplas formas de saberes”.
A relevância da Rede também foi reconhecida pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que se manifestou em seu perfil na rede X: “A Rede Bioamazônia é fundamental para garantir a sustentabilidade do terceiro pilar ambiental do planeta: a Amazônia”.
Rede internacional reforça ciência e cooperação para o futuro da Amazônia

Diretores de institutos de pesquisa do bioma discutem uma agenda comum para promover ações de fronteira que fortaleçam a sustentabilidade da região. Crédito: Divulgação Instituto SINCHI
A Rede Bioamazônia – Institutos de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade nasceu em 2024 como resposta à urgência de soluções integradas frente às múltiplas crises que afetam o bioma amazônico. A iniciativa conta com o apoio técnico e financeiro do Programa Amazônia Sempre, coordenado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e reúne instituições científicas do Brasil, Peru, Colômbia, Equador e Bolívia.
Sua missão é promover o intercâmbio de conhecimento científico, o fortalecimento institucional e o desenvolvimento de soluções para a bioeconomia amazônica, com base na ciência, tecnologia, inovação e no respeito aos saberes dos povos indígenas e comunidades tradicionais.
Instituições-membro da Rede Bioamazônia:
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Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos Alexander Von Humboldt (HUMBOLDT) – Colômbia
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Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas SINCHI (SINCHI) – Colômbia
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Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (MAMIRAUÁ) – Brasil
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Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) – Brasil
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Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – Brasil
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Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP) – Peru
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Instituto Nacional de Biodiversidade (INABIO) – Equador
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Instituto de Ecologia da Universidade Mayor de San Andrés (IE/UMSA) – Bolívia