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Projetos de restauração ecológica: Mais de 25.000 hectares de floresta

Escrito por

Instituto Mamirauá

Publicado em

10/11/25

O Instituto Mamirauá iniciou, em 2024, dois projetos importantes de restauração ecológica em parceria com as comunidades tradicionais amazônicas. 

O projeto "Floresta Olímpica do Brasil" foi estabelecido respeitando os critérios do Olympic Forest Network e é executado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, com financiamento do Comitê Olímpico do Brasil (COB). O objetivo principal é a restauração ecológica participativa de uma área de 6,3 hectares de floresta secundária, visando compensar a emissão de 4 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

A área a ser restaurada está localizada dentro dos limites da Floresta Nacional (FLONA) de Tefé, uma área protegida federal gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Esta unidade de conservação de uso sustentável permite que os recursos naturais sejam utilizados por moradores de populações tradicionais locais, de acordo com técnicas de manejo sustentável.

O projeto prevê o plantio de quase 4.500 árvores de espécies nativas, incluindo aquelas que fazem parte das atividades tradicionais de extrativismo dos moradores locais, como a castanha (Bertholletia excelsa) e o açaí (Euterpe precatoria).

O projeto de restauração é dividido em três componentes principais: capacitação, pesquisa e restauração, e monitoramento.

1. Capacitação: Nesta fase, os moradores locais foram treinados para a coleta, beneficiamento e armazenamento de sementes, bem como para o processo de restauração florestal.

2. Pesquisa: A fase de pesquisa será participativa, avaliando as melhores práticas para armazenamento e germinação das sementes, produção das mudas e a técnica mais apropriada dentre algumas candidatas para a execução da restauração. A dinâmica se dá mediante troca de conhecimentos e práticas, somando o conhecimento acadêmico ao conhecimento tradicional do território.

3. Restauração e Monitoramento: Na fase de execução, a área do plantio será realizado e o processo monitorado para acompanhar a sucessão da floresta em regeneração.

Essas capacitações promovem o envolvimento da comunidade local, com 40 participantes diretos, criando oportunidades de serviços ofertados pelos comunitários para projetos de restauração florestal na região.

A skatista Rayssa Leal participou do lançamento do projeto "Floresta Olímpica do Brasil" nas cidades de Tefé e Alvarães, no estado do Amazonas, em 29 de abril de 2024. A presença da medalhista olímpica chama a atenção de um amplo público para o tema, uma iniciativa fundamental neste cenário de mudanças climáticas e declínio da biodiversidade. Este apoio é fundamental para sensibilizar a população sobre a importância da restauração florestal e sobre o papel das comunidades tradicionais na proteção destas áreas.

Restauração de Florestas Alagadas na Amazônia

Em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Instituto Mamirauá aprovou um projeto que visa restaurar 25,7 mil hectares de florestas alagadas na Amazônia, um ambiente especialmente ameaçado e abundante em recursos naturais.

Com um orçamento de US$ 5,6 milhões (quase R$ 29 milhões) do Fundo Global do Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), o projeto se concentrará em áreas de floresta de várzea, mangues e terra firme, tendo como área de estudo três unidades de conservação que protegem os mangues do estuário do Rio Amazonas e ambientes de floresta na região do Rio Negro e Médio Solimões.

A restauração florestal em áreas alagadas é algo inédito, e este projeto busca identificar modelos replicáveis de restauração voltados para esses ambientes únicos que merecem atenção especial. Além da restauração ecológica, o projeto promoverá o fortalecimento de atores locais através de iniciativas de bioeconomia e capacitação técnica, visando integrar a conservação ambiental com o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.

Os dois projetos exemplificam o compromisso do Instituto Mamirauá e do MCTI com a restauração ecológica e a sustentabilidade na Amazônia, abordando diferentes tipos de ecossistemas e promovendo o envolvimento das comunidades locais como protagonistas na preservação do meio ambiente. Ao unir esforços para restaurar tanto áreas de floresta secundária quanto florestas alagadas, essas iniciativas oferecem modelos valiosos que podem ser replicados em outras regiões, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e a conservação da biodiversidade.

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