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Pirarucu é destaque em reunião do Comitê de Áreas Úmidas

Escrito por

Instituto Mamirauá

Publicado em

18/04/11

18/04/2011 – Peixe protegido por lei na Amazônia – o pirarucu – é anualmente capturado por quase 1.000 pescadores na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas. No ano passado, eles levaram para casa uma safra de 220 toneladas. A pesca é realizada com tantos cuidados com o meio ambiente que mereceu prêmio internacional e foi apresentada como exemplo ao Comitê Nacional de Zonas Úmidas, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.

A exposição foi feita pela bióloga Ellen Amaral, coordenadora do Programa de Manejo de Pesca, do Instituto Mamirauá, responsável pela atividade junto aos pescadores há 12 anos, na última sexta-feira, dia 15 de abril. Ela conta que nesse período eles passaram de 42 para 922 profissionais. Atualmente, cada um têm renda de aproximadamente R$ 1.000 a cada safra anual, que vai de setembro a novembro.

A metodologia e resultados da pesca do pirarucu foi apresentada como parte da polí­tica promovida pelo Ministério do Meio Ambiente para a articulação dos profissionais que trabalham em cada um dos Sítios Ramsar. Em dezembro, eles participaram de um intercâmbio nacional, em que viajaram de uma região a outra, para ampliação do conhecimento sobre estratégias de conservação utilizadas em diferentes biomas do País.

Um dos principais focos da pauta desse encontro foi a aprovação de uma minuta para a criação de uma comissão técnica que vai tratar de manguezais, que estão entre as principais zonas úmidas do Brasil. “Esses tipos de áreas protegidas servem para beneficiar as populações que nelas vivem e manter o ecossistema em equilíbrio”, observou a diretora de Áreas Protegidas, do MMA, Ana Paula Prates, que coordenou o encontro.

Apesar do grande crescimento do número de pescadores, o manejo dos criadouros naturais garante a reprodução dos peixes. São capturados apenas 20 a 30% dos adultos, com tamanho mínimo de 1,5 metro, que atingem com cerca de 4 a 5 anos de idade. As regras foram adotadas depois de organizada a co-gestão entre a comunidade que vive na reserva e o Instituto Mamirauá.

O trabalho mereceu o primeiro lugar na Premiação Gestão Sustentável de Sítios Ramsar nas Américas, em solenidade no México, em fevereiro. A Convenção Ramsar foi ratificada pelo Brasil em 1996 e foi assinada por 160 Países, em um total de 1912 áreas úmidas no mundo.

Por Cristina Ávila (Ascom – Ministério do Meio Ambiente).

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