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Novo acordo de pesca amplia número de áreas de manejo de pirarucus na Reserva Mamirauá

Escrito por

Eunice Venturi

Publicado em

21/09/12

21/09/2012 – Moradores e usuários das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã estão iniciando a pesca manejada de pirarucu 2012. Neste ano, um novo acordo de pesca foi incluído entre as áreas de manejo da Reserva Mamirauá, beneficiando 71 pescadores, de cinco comunidades. A nova área é o Complexo de Lagos “Jutaí-Cleto”, que fica no Setor Aranapú, município de Maraã (AM).
O Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá presta assessoria técnica para viabilizar o manejo em sete áreas das Reservas Mamirauá e Amanã. Segundo a coordenadora do programa, Ana Cláudia Torres, a inclusão da nova área tem importância social e ambiental, pois demonstra que os princípios da conservação passaram a estar presente nas ações de mais um grupo de pescadores que utilizará de forma coletiva, legal e sustentável os recursos pesqueiros desse sistema.
As discussões para este acordo de pesca iniciaram em 2005. “Em 2009, o Instituto Mamirauá começou a moderar as discussões. Nós buscamos envolver os comunitários e estimular gradualmente para que os beneficiados assumissem o controle da condução do processo”, afirmou a coordenadora. Em maio deste ano, o programa avaliou que os pescadores já apresentavam nível organizacional satisfatório, fundamental para a funcionalidade do sistema de proteção, a contagem de pirarucus e a aprovação de um regimento interno.
O Complexo de Lagos “Jutaí-Cleto” é composto de 30 ambientes, de grande potencial pesqueiro.  Em 2005, com o início das discussões houve uma diminuição na presença de barcos pesqueiros na área, vindos de Manaus e Manacapuru, o que contribui para a recuperação dos estoques de pirarucu.
Para aprovação de um acordo, foi necessária a contagem dos estoques de pirarucus. Os pescadores foram treinados pelo Instituto Mamirauá e a primeira contagem, em 2009, apontou um estoque de quase 1.500 indivíduos. Em 2010, esse número já havia crescido para quase 4 mil, entre pirarucus jovens e adultos. “Os resultados demonstram uma elevação no número de indivíduos juvenis. Fator que indicou que a área apresentou condições favoráveis, em termos de ambiente e proteção, para a reprodução, crescimento e permanência desta espécie no local”, analisou Ana Cláudia.
A pesca manejada nas Reservas Mamirauá e Amanã deve beneficiar mais de mil pescadores em 2012. A expectativa é que a comercialização gere recursos de mais de 1,5 milhão de reais, com a venda total de 5.879 pirarucus.
Texto: Eunice Venturi

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