4 motivos para doar para o Instituto Mamirauá

Publicado em: 10 de setembro de 2019

Instituição de pesquisa científica atua na Amazônia

É difícil escolher uma entre tantas causas que hoje nos cercam em um mundo hiperconectado onde grande parte da população sente a urgência de ajudar organizações com atuações significativas pelos direitos humanos e pelo meio ambiente. 

Aqui, reunimos quatro motivos para fazer uma doação ao Instituto Mamirauá, instituição de pesquisa científica cujo trabalho é pautado pela conservação e a melhoria das vidas de fauna, flora e populações tradicionais da região do Médio Solimões, na Amazônia. Confira:

1. Conservação de animais ameaçados na Amazônia

Nossa produção científica se divide em 12 grupos de pesquisa. A maior parte deles têm o principal foco de levantar dados para conservação de espécies sob risco na Amazônia. Confira alguns exemplos:

O Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos Amazônicos monitora e verifica informações sobre o boto cor-de-rosa (Inia geoffrensis) e o peixe-boi-amazônico (Trichechus inunguis), espécies ameaçadas pela caça ilegal. 

O Grupo de Pesquisa em Felinos realiza estudos diversos em onça-pintada (Panthera onca), o maior felino das Américas e espécie também ameaçada. É também o grupo de pesquisa responsável pelo desenvolvimento e implementação, junto de outras universidades e pesquisadores, do projeto Providence – um sistema de monitoramento de fauna com o objetivo de disponibilizar dados em uma plataforma acessível a todos e verificar informações da biodiversidade do bioma amazônico.

O Grupo de Pesquisa em Primatas colabora em pesquisas sobre primatas amazônicos e é o principal a trabalhar com uma espécie endêmica da Reserva Mamirauá, o macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta, primata de distribuição limitada e ameaçado pelos efeitos das mudanças climáticas. 

2. Aumento da qualidade de vida das populações ribeirinhas

O Instituto Mamirauá foi o responsável pelo pioneiro Plano de Manejo do Pirarucu (Arapaima gigas), espécie ameaçada pela sobrepesca na região na década de 1980. Com o plano de manejo, instaurado ao fim da década de 1990, a população de peixes se recuperou e o manejo permitiu que as centenas de famílias ribeirinhas dependentes da pesca de subsistência continuassem a consumir o tradicional pescado. 

Desde 1999, houve um aumento de em média 427% do estoque natural do pirarucu nas áreas abarcadas pelo plano, com média anual de crescimento de 25%.

Mas não foi só isso. Atualmente, o Instituto Mamirauá conta com seis programas voltados à elaboração de planos e ações que visam o aumento da qualidade de vida das populações tradicionais da região. Alguns exemplos disso:

Ainda no início dos trabalhos da organização, pesquisadores e técnicos do Instituto Mamirauá também elaboraram o Plano de Manejo Florestal Comunitário, com o objetivo de permitir a extração controlada e sustentável de recursos madeireiros da região e beneficiar centenas de manejadores na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

O instituto também virou referência em turismo ecológico e comunitário através da Pousada Uacari, estabelecimento gerenciado por comunitários e assessorado pela organização. Em 2018, a pousada foi finalista do prêmio "Tourism for Tomorrow", um dos maiores títulos internacionais da área. O empreendimento já gerou mais de R$3,5 milhões e beneficiou cerca de 750 pessoas.

Também contamos com programas que visam o empoderamento e formação de lideranças comunitárias que atuam para o desenvolvimento sustentável da região: 

O Programa de Agentes Ambientais Voluntários (AAVs), que capacita comunitários para atuarem como mediadores de conflitos e educadores ambientais em suas comunidades e também o Centro Vocacional Tecnológico (CVT), que oferece bolsas para jovens ribeirinhos passarem um ano estudando na sede do instituto e se formarem gestores de recursos naturais e educadores ambientais. 

3. Ações pautadas pela ciência

Todos os programas do Instituto Mamirauá são colocados em prática tendo a pesquisa científica como base. A produção científica da organização fornece os dados necessários para que programas de manejo, oficinas e outras ações sejam implementadas na região onde o instituto atua.

O Instituto Mamirauá busca a aplicação da ação de ciência, tecnologia e inovação na adoção de estratégias e políticas públicas de conservação e uso sustentável da biodiversidade da Amazônia. O trabalho abrange a construção e consolidação de modelos para o desenvolvimento econômico e social de pequenas comunidades ribeirinhas por meio do desenvolvimento de tecnologias socialmente e ambientalmente adequadas.

4. Valorização do conhecimento tradicional

O Plano de Manejo do Pirarucu só foi possível graças a união entre conhecimento científico e tradicional. 

Isso porque os pesquisadores só conseguiram angariar dados sobre a espécie após o contato com o método de contagem tradicionalmente feito pelos ribeirinhos da região. Após perceberem que era uma forma menos custosa e mais segura de fazer, o validaram cientificamente e fizeram levantamentos que tornaram possível a elaboração do plano. 

As populações locais são, desde então, essenciais para o desenvolvimento do trabalho do Instituto Mamirauá. Seus conhecimentos acerca de fauna, flora e ambiente permitem que os pesquisadores realizem seu trabalho de forma mais completa e facilitada. 

Doe agora!

Quer nos ajudar a continuar esse trabalho em prol da Amazônia? Lançamos recentemente uma nova plataforma de doações que te permite realizar contribuições de forma descomplicada.  Clique aqui e apoie o Instituto Mamirauá na conservação do bioma amazônico, 

A página foi elaborada pelo Núcleo de Inovação e Tecnologias Sustentáveis (Nits) do Instituto Mamirauá.

Texto: Júlia de Freitas


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